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A situação do transporte público de São Luís voltou à pauta da Câmara Municipal nesta segunda-feira, 4, com vereadores relatando falhas persistentes no sistema e cobrando respostas da gestão municipal. O problema se arrasta há anos, atravessou toda a administração do ex-prefeito Eduardo Braide e chega agora como um dos principais desafios para a prefeita Esmênia Miranda.

Esmênia Miranda

A discussão partiu de um requerimento aprovado em plenário que pede reforço no atendimento à comunidade Alexandre Tavares, mas os relatos apresentados ampliaram o quadro para diversas regiões da capital. Vereadores citaram redução de ônibus, linhas insuficientes, demora nas viagens e ausência de retorno por parte dos órgãos responsáveis.

Parlamentares destacaram que moradores de bairros periféricos têm enfrentado dificuldades diárias para se deslocar, com registros de comunidades que permanecem longos períodos sem atendimento regular. “É uma realidade que atinge várias regiões, com ônibus cada vez mais escassos e população sem alternativa”, afirmou uma das vereadoras durante a sessão.

Também foram mencionados dados que apontam uma frota abaixo da necessidade da cidade, o que contribui para superlotação e aumento do tempo de espera. A avaliação apresentada é de que o sistema não acompanha a demanda atual da capital. “Hoje, o número de veículos em circulação está muito distante do que a cidade precisa”, ressaltou um parlamentar.

A situação das empresas que operam o serviço também entrou na pauta, com relatos de dificuldades financeiras e estrutura comprometida, fatores que impactam diretamente na qualidade do transporte oferecido. Diante desse cenário, vereadores voltaram a defender medidas alternativas, como a regulamentação do transporte complementar e a implantação do passe livre estudantil.

A Câmara indicou a necessidade de uma atuação mais coordenada para enfrentar o problema, com solicitação de providências à Mesa Diretora e cobrança por diálogo com o Executivo. Parlamentares pediram que a Prefeitura apresente medidas concretas para reestruturar o sistema e garantir um serviço minimamente eficiente à população, diante de um quadro que já ultrapassa o limite das soluções paliativas.

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