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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Arthros, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos para o financiamento ilícito de campanhas nas eleições municipais de 2024 no Maranhão. Em São Luís, a movimentação dos agentes federais chamou a atenção logo nas primeiras horas do dia no condomínio de luxo Alphaville, onde uma das ordens de busca e apreensão foi cumprida em um imóvel.

Foto: PF

De acordo com as investigações oficiais da corporação, o grupo operava um sofisticado esquema estruturado a partir de empresas de fachada, contratos simulados e emissão de notas fiscais frias para camuflar a origem do dinheiro. Para dificultar o rastreamento da verba por órgãos de controle, a organização utilizava contas bancárias em nome de terceiros e realizava constantes saques em espécie e transferências financeiras fracionadas, o que configura a prática típica do crime de lavagem de dinheiro. A PF aponta que os investigados atuavam de forma coordenada como um verdadeiro gabinete paralelo de financiamento eleitoral ilícito, exercendo papel central na definição de valores, escolha de beneficiários e operacionalização dos repasses para candidatos de forma pulverizada no estado.

A apuração policial revelou que o esquema se intensificou no período crítico do processo eleitoral. Nos quinze dias que antecederam o pleito de 2024, a rede criminosa movimentou cifras superiores a 1,9 milhão de reais, resultando na distribuição efetiva de mais de 1,2 milhão de reais para candidatos e intermediários em diversos municípios do Maranhão, existindo fortes indícios de que a maior parte desse montante tenha origem em desvios de contratos públicos de prefeituras regionais.

Foto: PF

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, os policiais federais saíram às ruas para cumprir onze mandados de busca e apreensão, além de executar ordens judiciais de afastamento cautelar de quatro servidores públicos de suas funções e o bloqueio e indisponibilidade de bens dos investigados até o limite de 2 milhões de reais. A Justiça Eleitoral determinou também a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos. As diligências da Operação Arthros ocorrem simultaneamente nas cidades maranhenses de São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó e Matões, alcançando também o município de Teresina, capital do Piauí.

Armas apreendidas pela PF durante operação

Durante as buscas um dos alvos foi preso em em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições. Foram apreendidas uma Escopeta calibre 12 c/ 20 munições e uma  Pistola Taurus 380 c/ 45 munições.

O foco da operação é aprofundar a coleta de novas provas, interromper a continuidade das fraudes e recuperar os ativos públicos desviados, sendo que os alvos poderão responder por crimes de caixa dois, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa e desvio de verbas públicas.

Alvo – O INFORMANTE tomou conhecimento que um dos alvos da Operação Arthros seria o ex-secretário de governo Rubens Pereira, pai do deputado federal Rubens Júnior. Ele se manifestou por meio de nota pública. Confira:

Foto Reprodução


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