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O Maranhão se destacou como o estado do Nordeste com maior evolução no pilar de Sustentabilidade Ambiental do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado aparece na primeira colocação da região e ocupa a 6ª posição no cenário nacional.

O levantamento avalia o desempenho das 27 unidades da federação com base em indicadores de políticas públicas e eficiência administrativa. Segundo o CLP, o ranking considera a evolução de cada estado entre 2023 e 2025, em comparação com seu próprio desempenho anterior.

O pilar de Sustentabilidade Ambiental leva em conta aspectos como serviços urbanos, emissões de CO₂, saneamento básico, reciclagem, destinação adequada de resíduos, coleta seletiva e outros indicadores relacionados à gestão ambiental.

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), o resultado reflete a consolidação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à preservação ambiental no estado.

“Avançar no ranking mostra que o Maranhão está no caminho certo, mas não só isso, nos desafia a melhorar e ampliar os nossos programas e objetivos de restauração florestal, combate às queimadas, ampliação da gestão de resíduos, universalização da educação ambiental e muitas outras ações que a Sema vem trabalhando, transformando indicadores em resultados práticos”, concluiu o secretário de Estado do Meio Ambiente, Pedro Chagas.

Entre as iniciativas que contribuíram para o desempenho do estado está o programa Floresta Viva Maranhão, lançado em 2024. A ação já possibilitou a produção de mais de 1 milhão de mudas da variedade Açaí Pai D’Égua no Viveiro de São Bento, na Baixada Maranhense, além da distribuição de 2,6 toneladas de sementes e mais de 50 mil mudas nativas para diferentes municípios.

O programa também aponta que cerca de 132.561 hectares estão em processo de recomposição florestal por meio de Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADAs).

“Em dois anos consecutivos o Maranhão apresentou redução do desmatamento. No Cerrado maranhense essa redução foi de 19%. Na Amazônia maranhense a redução foi de 26%, o menor índice em 10 anos”, informa Pedro Chagas.

Outra frente de atuação é o programa Maranhão Sem Queimadas, que reúne atualmente 41 municípios e atua na prevenção e no combate a incêndios florestais, com integração entre órgãos municipais, estaduais, federais e sociedade civil.

Na área de gestão de resíduos sólidos, o projeto Conexão Resíduos, coordenado pela Sema, apoia a estruturação dos Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) em 17 municípios.

Em 2025, também foram iniciadas ações de orientação técnica, visitas e encontros presenciais voltados à definição de metas e estratégias para implantação de oito aterros sanitários regionais em processo de licenciamento, todos de iniciativa privada.

O programa Recicla Maranhão também integra as ações ambientais ao incentivar o descarte correto de resíduos e apoiar cooperativas de catadores em grandes eventos, como Carnaval do Maranhão (Recicla Folia), São João (Recicla, siô), feiras agropecuárias e festivais. A iniciativa, em vigor desde 2023, alia conscientização ambiental à geração de renda.

No campo da energia renovável, o Parque Estadual de Mirador recebeu instalação de sistema de energia solar que beneficia cerca de 300 famílias de comunidades tradicionais da região.

Outro destaque é o programa Agentes Ambientais Comunitários, lançado durante a COP-30, que capacita e remunera representantes de comunidades tradicionais e povos originários com bolsas de R$ 300 para atuação na preservação ambiental.

A Sema também divulgou a primeira lista de espécies ameaçadas de extinção do Maranhão, ferramenta considerada essencial para o desenvolvimento de políticas de conservação da biodiversidade.

A Investe Maranhão, agência estadual de desenvolvimento, também atua na área ambiental e de bioeconomia. Entre os projetos em andamento está a parceria com a multinacional suíça Mercuria Energy Group, voltada à restauração ambiental e recuperação de áreas degradadas, alinhada à agenda ESG.

O projeto é desenvolvido em conjunto com a Sema e o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), dentro do programa Floresta Viva, com foco na valorização das comunidades locais, produção sustentável e educação ambiental.

O presidente da Investe Maranhão, Cauê Aragão, destacou a importância do reconhecimento. “A Investe Maranhão tem trabalhado para atrair parceiros e projetos que aliem desenvolvimento econômico, preservação ambiental e geração de oportunidades para a população. As iniciativas de restauração ambiental e bioeconomia mostram que é possível crescer de forma sustentável, valorizando as riquezas naturais do nosso estado”, assinalou.

Outro projeto estratégico envolve parceria com a Baites, núcleo de inovação e tecnologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), voltado ao fortalecimento da bioeconomia. A iniciativa busca impulsionar cadeias produtivas sustentáveis, estimular inovação e promover o uso responsável da biodiversidade maranhense, integrando desenvolvimento econômico e impacto socioambiental positivo.



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