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A Câmara Municipal de São Luís sediou, neste sábado (16), uma audiência pública para discutir a proposta de fim da escala 6×1 no Brasil. O encontro integrou o programa “Câmara pelo Brasil”, promovido pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 221/2019.

Foto Filipe Dantas

O debate reuniu parlamentares, representantes sindicais e integrantes do setor produtivo. Participaram da mesa os deputados federais Rubens Pereira Júnior, Léo Prates, Márcio Jerry e Hildo Rocha.

Relator da proposta, Léo Prates explicou que a intenção é garantir dois dias de descanso semanal aos trabalhadores, sem redução salarial, admitindo que o texto precisará passar por negociações no Congresso.

“Nós precisamos de 308 votos na Câmara. Esse não é um desafio fácil”, afirmou. O parlamentar acrescentou que a proposta final deve sofrer ajustes para viabilizar apoio político. “O texto não será nem dos meus sonhos, nem de nenhum deputado progressista. Nós vamos precisar negociar com os setores mais conservadores da sociedade”, disse.

Durante o debate, Rubens Pereira Júnior criticou a demora histórica do Brasil em avançar na redução da jornada de trabalho.

“Demora 40 anos para o povo trabalhador do Brasil conseguir reduzir a jornada em quatro horas. O que mostra que esse debate está mais do que atrasado”, declarou.

Foto Filipe Dantas

Já Hildo Rocha rebateu argumentos de que a mudança poderia gerar prejuízos econômicos às empresas.

“Diziam que o 13º ia quebrar a empresa. Não quebrou. A mesma desculpa é usada agora para continuar nessa escala”, afirmou.

Márcio Jerry defendeu mobilização política em torno da proposta e cobrou posicionamento da bancada maranhense no Congresso.

Temos que fazer com que essa audiência transmita à bancada do Maranhão a mensagem: queremos o posicionamento favorável de cada um dos 18 deputados e das duas senadoras e do senador do estado”, ressaltou.

Representantes de centrais sindicais também participaram das discussões e defenderam a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial. O encontro foi organizado pelo Coletivo Nós e faz parte da agenda nacional da Câmara Federal para acelerar a tramitação da proposta.



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