Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é visto pelos eleitores como o pré-candidato mais experiente para disputar o Palácio do Planalto. Já o senador Flávio Bolsonaro aparece como o nome considerado mais moderno e inovador.

O levantamento analisou a imagem dos possíveis candidatos à Presidência da República por meio de 15 perguntas relacionadas à percepção do eleitorado sobre diferentes características políticas e pessoais.
Na avaliação sobre experiência, Lula aparece com 55% das respostas, enquanto Flávio Bolsonaro registra 18%. Entre os eleitores considerados não alinhados politicamente, aqueles que se posicionam no centro em uma escala entre bolsonarismo e petismo, Lula soma 52%, contra 8% do senador.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro lidera no quesito “mais moderno e inovador”, com 31%, enquanto Lula tem 26%. Entre os eleitores não alinhados, o senador registra 22%, e o presidente, 11%.
Diferenças em imagem pública
A pesquisa também mediu percepções negativas e positivas sobre os pré-candidatos. Na área de moralidade pública, Lula foi apontado como “mais corrupto” por 46% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 30%.
Já na percepção sobre defesa dos ricos, 53% consideram Flávio Bolsonaro como o candidato que mais representa esse perfil, enquanto 18% atribuíram essa característica a Lula.
Quando o tema é comunicação com os jovens, os dois aparecem próximos: Lula tem 32%, e Flávio Bolsonaro, 29%.Na avaliação sobre quem estaria mais preparado para enfrentar a violência, Flávio Bolsonaro aparece com 33%, contra 29% de Lula.
Por outro lado, Lula lidera na percepção sobre defesa das mulheres, com 38%, enquanto Flávio registra 19%. O presidente também mantém vantagem no quesito “quem mais representa o rosto da população brasileira”, com 52% contra 23% do senador.
Já sobre autoritarismo, 40% dos entrevistados consideram Flávio Bolsonaro mais autoritário, enquanto 26% apontam Lula.
O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais nos dias 12 e 13 de maio.A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos na amostra geral. Entre os eleitores não alinhados, a margem é de quatro pontos percentuais.
