O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu progressão para o regime semiaberto a Gilbson César Soares Cutrim, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco Oliveira Sobrinho.

O crime ocorreu em agosto de 2022, na área externa do Edifício Tech Office, no bairro Ponta d’Areia, em São Luís. Na ocasião, João Bosco foi morto a tiros.
Gilbson cumpria pena na Penitenciária de Pedrinhas, na zona rural da capital maranhense, mas havia sido transferido para Brasília no ano passado por determinação de Dino. A defesa alegou que o detento sofria ameaças de morte dentro do sistema prisional maranhense.
O ministro concedeu habeas corpus autorizando tanto a mudança de regime quanto a permanência de Gilbson no sistema prisional do Distrito Federal.
Em depoimento prestado durante as investigações, Gilbson afirmou que matou João Bosco após ter sido ameaçado em razão do repasse de 50% de um montante de R$ 788 mil, referente ao pagamento de um processo envolvendo uma empresa de segurança junto à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), relacionado ao ano de 2014.
Segundo o condenado, parte do valor teria sido exigida por políticos com influência na pasta.
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