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Em contundente comentário no programa nacional “Oeste sem filtro”, exibido no canal YouTube, o senador Rogério Marinho fez críticas diretas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, e questionou a condução de decisões recentes, apontando o que considera sinais de interferência e ausência de imparcialidade.

Ao comentar a atuação do ministro, Marinho afirmou que há processos sendo conduzidos com rapidez incomum. “Nós estamos vendo interferências e processos que estão sendo apressados”, disse. Em seguida, citou situações envolvendo o Maranhão e levantou a necessidade de apuração. “Se isso não for crime de responsabilidade, claro, tem que ser apurado. Eu imagino que é, mas a presunção de inocência existe”, declarou.

O senador também criticou decisões que, segundo ele, extrapolam o padrão esperado do Supremo. Entre os exemplos, mencionou o envio de um caso de primeira instância, com acusação de homicídio, diretamente para o STF. Para ele, esse tipo de medida foge à normalidade. Na mesma linha, apontou a suspensão, por parte de Dino, de uma indicação feita por um governador para o Tribunal de Contas do Estado.

Marinho questionou, ainda, a realização de busca e apreensão na casa do jornalista Luís Pablo. Segundo ele, a medida teria sido adotada após a divulgação de informações sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça por Dino no Maranhão. “Você fazer busca e apreensão na casa de um blogueiro porque ele teve a ousadia de noticiar isso”, afirmou, ao criticar a ação.

As declarações também incluíram questionamentos sobre a participação de Flávio Dino em julgamentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador relembrou a sabatina no Senado e disse ter alertado para um possível conflito. “Como é que o senhor, que tem uma ação pessoal contra o presidente Bolsonaro, vai se comportar no julgamento”?, disse. Segundo ele, não houve resposta na ocasião.

Para Marinho, a participação do ministro nesses casos compromete a imagem de neutralidade esperada do Judiciário. “Se o senhor não vai se julgar isento, eu não tenho como votar no senhor”, afirmou. Ele também acusou Dino de agir de forma inadequada durante julgamento. “Ele não só participou, como debochou, como fez pouco, desceu da sua condição de magistrado e transbordou toda a sua amargura”, declarou.

O senador afirma que esse tipo de postura reforça dúvidas sobre a imparcialidade de decisões em temas sensíveis e amplia o desgaste entre o Supremo e setores da oposição, em um ambiente já marcado por críticas recorrentes à atuação da Corte. Veja:



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