Golpistas estão se passando por advogados e servidores do Judiciário para aplicar golpes em pessoas com processos em tramitação no município de Santa Inês, no Maranhão. A prática tem gerado uma série de denúncias junto à Justiça estadual, que alerta para o aumento desse tipo de fraude.

Segundo as autoridades, os golpistas entram em contato com as vítimas, geralmente por telefone, utilizando informações reais sobre os processos para dar credibilidade à abordagem.

Durante a conversa, eles se apresentam como funcionários do Juizado Especial e afirmam que há valores a serem liberados. Em seguida, exigem pagamentos via PIX ou transferência bancária sob a justificativa de “taxas” para liberação do dinheiro.

O esquema tem como alvo pessoas que aguardam decisões judiciais, principalmente em ações de menor complexidade. O Juizado Especial Cível e Criminal, responsável por esse tipo de processo, julga causas como indenizações, cobranças e infrações de menor potencial ofensivo, o que costuma gerar expectativa por resoluções rápidas — cenário explorado pelos estelionatários.

De posse de dados das vítimas, os criminosos fazem ligações se passando por representantes do sistema de Justiça. Eles informam que o processo teve decisão favorável e que o valor será liberado mediante o pagamento de uma suposta taxa. A urgência e a promessa de recebimento imediato são usadas como estratégia para pressionar a vítima.

Orientações de segurança

A Polícia Civil e o Judiciário reforçam que nenhum órgão oficial solicita pagamentos para liberar valores de processos judiciais. Diante de qualquer contato suspeito, a recomendação é:

  • Procurar diretamente seu advogado ou a Defensoria Pública para confirmar a informação;
  • Consultar o andamento do processo no fórum ou no próprio Juizado Especial;
  • Desconfiar de pedidos de transferência via PIX ou depósitos antecipados;
  • Nunca fornecer dados pessoais ou bancários por telefone sem verificação prévia.

Para auxiliar a população, o Juizado Especial de Santa Inês disponibilizou canais de atendimento pelos números (98) 99138-9615 e (98) 99139-8071, onde é possível obter informações seguras sobre processos.

Caso alguém seja vítima da fraude, a orientação é registrar imediatamente um Boletim de Ocorrência em uma delegacia, para que o caso seja investigado e outras pessoas não sejam prejudicadas.


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