Articulista do Poder 360, portal nacionalespecializado na cobertura de poder, política e economia, o presidente da Gasmar, Allan Kardec Duailibe, recebeu um elogio público da presidente da Petrobras, Magda Chambriard pelo artigo intitulado “O dia em que o mundo atravessou o estreito de Ormuz”. Chambriard avaliou o escrito como um “excelente texto”, “observação geopolítica perfeita”.

“Nesse cenário instável, o Brasil surge como um porto seguro aos investimentos pela paz introjetada nos seus modelos econômicos, estabilidade regulatória, respeito aos contratos. E a Petrobras como ativo geopolítico essencial para garantir a segurança energética do país. Isso sem falar da Margem Equatorial, importantíssima para a reposição de nossas reservas.
É como eu sempre digo, digam o que disserem, a realidade sempre se impõe, afirmou.
No artigo, Duailibe faz uma análise profunda do “ataque coordenado de Estados Unidos e Israel contra o Irã”, analisando que não se trata de “mais um episódio de tensão regional”. “Ele desloca o eixo do sistema energético global”, explica.
“É nesse rearranjo que o Brasil emerge com uma nitidez estratégica rara. Longe dos epicentros de conflito, com reservas expressivas, matriz energética diversificada e uma base institucional estável, o país passa a representar algo cada vez mais escasso: previsibilidade”, escreve.
O presidente da Gasmar alerta que “o que está em jogo não é uma abstração, mas a capacidade concreta de sustentar economias, garantir fluxos e evitar colapsos logísticos. Mais do que isso, a crise expõe a fragilidade de um projeto implícito de dependência energética e tecnológica, no qual o Brasil seria levado a renunciar a seus recursos estratégicos”, em clara alusão aos contrários à exploração da Margem Equatorial, região considerada o novo pré-sal do Brasil.
“A Petrobras, nesse cenário, deixa de ser só uma empresa relevante e passa a ser um ativo geopolítico. A crise atual adiciona, assim, um novo e incontornável argumento à exploração da Margem Equatorial. Durante anos, consolidou-se uma narrativa de vilanização do petróleo, que esteve frequentemente dissociada da realidade material do sistema energético global”,
defende.
E conclui: “O mundo pós-Ormuz não será mais simples. Será mais caro, mais complexo e mais incerto”.
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