O universitário João Victor Cruz Gonçalves, morador do Maranhão, tornou-se personagem do segundo episódio da série “Conectar é Transformar Vidas”, produzida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O programa destaca sua participação em um projeto voltado ao desenvolvimento da TV 3.0, a nova geração da televisão aberta no Brasil.

João integrou a fase 3 do projeto, que reuniu 112 pesquisadores de nove instituições de ensino superior de diferentes regiões do país. A iniciativa conta com parceria do Ministério das Comunicações, e a RNP é responsável pela contratação e acompanhamento dos bolsistas envolvidos nas pesquisas.
Da baixada maranhense à apresentação em Brasília
Natural de Arari, na baixada maranhense, João entrou no projeto enquanto cursava Computação na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Inicialmente motivado pela bolsa de pesquisa, ele não imaginava que a experiência o conectaria a uma ampla rede de pesquisadores do Brasil e do exterior.
Sob orientação da professora Li Chang, sua mentora na universidade, João passou a atuar em um ambiente colaborativo que reunia representantes da academia, do setor público, da iniciativa privada, fabricantes e emissoras.
A experiência culminou em uma apresentação do projeto no Ministério das Comunicações, em Brasília — viagem que marcou a primeira vez que o estudante andou de avião. Segundo ele, o contato com esse novo universo ampliou sua visão sobre o papel da universidade e sobre a importância de desenvolver habilidades além do conhecimento técnico.
O que é a TV 3.0
A TV 3.0 é considerada a maior transformação da televisão aberta desde a digitalização. A nova tecnologia combinará radiodifusão e internet em uma plataforma baseada em aplicativos, substituindo o modelo tradicional de canais numéricos.
Entre as principais inovações previstas estão:
- Integração entre conteúdo ao vivo e sob demanda;
- Experiência personalizada e interativa;
- Acesso a serviços públicos digitais diretamente pela TV;
- Imagens em 4K e 8K com HDR e cores mais intensas;
- Som imersivo e recursos avançados de acessibilidade.
A implantação da tecnologia será gradual, começando pelas grandes capitais. Com isso, a televisão deixará de ser apenas um meio de entretenimento para se tornar também uma porta de entrada para serviços digitais, ampliando o acesso da população à informação, à educação e a políticas públicas.






