Um levantamento divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta crescimento nas autuações relacionadas ao não uso do cinto de segurança e de dispositivos de retenção infantil nas rodovias federais em 2026. Os dados acendem um alerta sobre a necessidade de reforçar a conscientização dos motoristas quanto à importância desses equipamentos para a proteção de passageiros.

Entre 1º de janeiro e 14 de março deste ano, a PRF registrou 266 infrações por transporte de crianças sem o dispositivo adequado, como cadeirinhas ou bebê-conforto. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 166 casos, o que representa um aumento de cerca de 60%.
No caso do cinto de segurança, também houve crescimento nas ocorrências. Foram 1.103 registros de ocupantes sem o equipamento em 2026, enquanto no mesmo intervalo do ano passado foram 844 flagrantes — um avanço de aproximadamente 31%.
Segundo a PRF, os números indicam comportamentos de risco que podem agravar as consequências de acidentes. O uso correto do cinto e dos dispositivos de retenção para crianças é considerado uma das medidas mais eficazes para reduzir mortes e ferimentos graves em colisões.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o cinto de segurança pode diminuir entre 45% e 50% o risco de morte em acidentes de trânsito. Já os dispositivos infantis têm potencial de reduzir em até 70% as mortes entre bebês e cerca de 54% entre crianças de 1 a 4 anos.

Para garantir a segurança, a legislação brasileira determina que o transporte de crianças siga critérios de idade, peso e altura. Bebês de até 1 ano ou até 13 kg devem ser transportados em bebê-conforto; crianças de 1 a 4 anos devem usar cadeirinha; de 4 a 7 anos e meio é indicado o assento de elevação; e, a partir dessa faixa etária até os 10 anos — ou quando atingirem 1,45 metro de altura — deve ser utilizado o cinto de segurança no banco traseiro.
A PRF destaca que as ações de fiscalização nas rodovias federais têm caráter preventivo e educativo. O objetivo é incentivar condutas mais seguras no trânsito e reduzir o número de vítimas em acidentes.
