Em pronunciamento divulgado neste domingo (1º), o papa Leão XIV fez um apelo contundente por paz e diálogo diante da escalada de violência no Oriente Médio, após o início de um novo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Na declaração, o pontífice alertou para o risco de uma crise humanitária de grandes proporções e pediu responsabilidade às partes envolvidas. Segundo ele, é urgente interromper o ciclo de confrontos antes que a situação se torne irreversível.
“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, afirmou.
Os bombardeios contra alvos iranianos deixaram centenas de mortos e feridos, incluindo autoridades de alto escalão.
Entre as vítimas confirmadas estão o secretário do Conselho de Defesa do país, o contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.
A imprensa estatal iraniana também confirmou, ainda na noite de sábado (28), a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto de líder supremo há 36 anos — um fato que aprofunda a incerteza política no país.
No pronunciamento, o papa reforçou a necessidade de retomar negociações diplomáticas e destacou que a paz não pode ser construída por meio da força.
“A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, declarou.
SOLIDARIEDADE AO BRASIL
Na mesma mensagem, publicada na rede social X, o pontífice também manifestou solidariedade às vítimas das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata, no estado de Minas Gerais.
Ele afirmou estar próximo das famílias afetadas pelas enchentes e disse rezar pelas vítimas e pelas equipes de resgate que atuam nas áreas atingidas.
“Estou próximo da população do estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro”, escreveu.
