Um homem foi autuado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por praticar um crime ambiental ao provocar a revoada de guarás durante um passeio de barco na Ilha dos Guarás, localizada próxima ao município de Araioses, no Maranhão.

A região faz parte da Reserva Extrativista do Delta do Parnaíba, considerada área de proteção ambiental, e o episódio chegou a ser registrado e compartilhado nas redes sociais.
De acordo com a legislação ambiental brasileira, perturbar aves silvestres configura crime, com multa mínima de R$ 3 mil e possibilidade de detenção. A penalidade pode ser ainda maior quando a conduta é divulgada em mídias digitais.
Biólogos ressaltam que, embora não haja uma distância mínima legal para observação das aves, é recomendável manter distância segura, reduzir a velocidade das embarcações, evitar barulhos, não usar drones durante as revoadas e não perseguir os animais para fotos ou vídeos.
Os guarás (Eudocimus ruber) não são aves migratórias, mas realizam deslocamentos em voos sobre os manguezais, fazendo paradas estratégicas para descanso. Interromper esses momentos prejudica seu comportamento natural, especialmente nos períodos mais sensíveis do dia — início da manhã e fim da tarde — quando buscam proteção contra vento e predadores.
Além de sua beleza característica, com coloração avermelhada adquirida pela alimentação de crustáceos, os guarás desempenham papel importante no equilíbrio ecológico dos manguezais, ajudando a controlar a população de animais menores e mantendo a saúde do ecossistema costeiro.
