Um grupo de empresários maranhenses está retido no Catar desde o último fim de semana após o fechamento de aeroportos na região provocado pela escalada do conflito no Oriente Médio.

O grupo fazia uma conexão em Doha quando o espaço aéreo foi afetado pela guerra, impossibilitando o embarque de volta ao Brasil ou a continuidade da viagem.

Entre os maranhenses está a família de Norma, comerciante e proprietária de uma loja localizada no bairro João Paulo, em São Luís.

A empresária trabalha com produtos importados da China e costuma viajar com familiares ao exterior pelo menos duas vezes por ano para negociar mercadorias.

Nesta primeira viagem de 2026, no entanto, o grupo acabou sendo surpreendido pela escalada da guerra na região. Dois filhos de Norma, além de sobrinhos, irmãos e cunhados, estão no Catar desde o último sábado.

A permanência no país deveria durar apenas dois dias, mas acabou se prolongando devido ao fechamento do aeroporto.

Ao todo, cerca de 15 pessoas estão hospedadas em um hotel localizado no centro de Doha, capital do Catar.

Enquanto aguardam uma definição sobre o retorno ao Brasil ou a continuidade da viagem com segurança, os maranhenses mantêm contato frequente com familiares por meio de chamadas de vídeo.

Do Brasil, Norma acompanha a situação com apreensão. Em conversa com a filha Juliana, que permanece em São Luís, ela relatou a dificuldade de lidar com a incerteza e o clima de tensão provocado pelo conflito.

A guerra no Oriente Médio envolve diretamente Irã, Estados Unidos e Israel e teve início no último sábado. Desde então, a região enfrenta dias de intensos bombardeios e registro de mortes, o que levou ao fechamento de aeroportos e ao impacto em rotas aéreas internacionais.

Imagens gravadas por pessoas que estão na região mostram cenas do conflito, com explosões, destroços e labaredas no céu, evidenciando a gravidade da situação.

Enquanto aguardam uma solução, os brasileiros permanecem hospedados no hotel em Doha. Segundo informações repassadas ao grupo, as despesas com hospedagem e alimentação estão sendo custeadas pelo governo do Catar.

O grupo também aguarda orientações da Embaixada do Brasil, que informou estar monitorando a situação e prestando assistência consular aos brasileiros que se encontram na região.

O Ministério das Relações Exteriores, por meio das representações diplomáticas brasileiras no Oriente Médio, afirmou que mantém contato com as comunidades brasileiras e segue acompanhando os desdobramentos do conflito.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×