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Uma operação coordenada entre a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro colocou o Maranhão no centro de uma investigação que apura um esquema de fraudes milionárias contra fintechs. Segundo os investigadores, o grupo teria desviado cerca de R$ 322 milhões ao longo de cinco anos, valor que chama atenção pela dimensão e pelo alcance interestadual das operações.

Alex Maylon e Celis de Castro, presos no Maranhão

Batizada de Operação Pecunia Obscura, a ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Maranhão. No estado maranhense, dois investigados foram presos: Alex Maylon Passinho Dominici e Celis de Castro Medeiros Júnior. Yago de Araujo Silva foi preso no Rio de Janeiro e Saulo Zanibone de Paiva está foragido. De acordo com o inquérito, eles podem responder por organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 150 milhões e o sequestro de bens móveis e imóveis supostamente adquiridos com recursos ilícitos. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público fluminense.

Como funcionava o esquema

As investigações começaram em 2021, após uma empresa de tecnologia financeira denunciar um prejuízo inicial de R$ 1 milhão. A partir daí, as apurações revelaram um sistema estruturado para explorar falhas em plataformas digitais de pagamento e serviços financeiros.

Os suspeitos teriam aberto centenas de contas digitais com documentação falsa para realizar transações fraudulentas. Em apenas uma das empresas afetadas, foram identificadas pelo menos 238 contas vinculadas ao esquema.

Para ocultar os valores desviados, o grupo teria utilizado criptoativos, simulações de compra e venda de veículos, aquisição de terrenos e imóveis e empresas de fachada. Parte significativa do dinheiro teria sido enviada ao exterior por meio de plataformas de criptomoedas, dificultando o rastreamento.

Investigações também identificaram movimentações financeiras envolvendo empresa ligada a Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, embora ele não figure como alvo direto da operação.



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