Um grupo de dez maranhenses que viajava por Israel conseguiu deixar o país poucas horas antes do fechamento da fronteira com o Egito, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.

A saída ocorreu durante a troca de ataques entre Irã e Israel, após ofensivas conduzidas pelos Estados Unidos em conjunto com forças israelenses contra alvos iranianos no último sábado (28).
O grupo era formado por cinco casais, todos amigos e integrantes da mesma igreja, que haviam planejado a viagem religiosa desde o ano passado.
O roteiro incluía visitas a locais históricos e sagrados do cristianismo, com previsão inicial de permanência entre oito e nove dias. Eles chegaram pelo aeroporto de Tel Aviv alguns dias antes do início oficial das atividades.
Nos primeiros momentos da viagem, os maranhenses passaram pelo Mar da Galileia e seguiram para Cafarnaum, onde permaneceram por quatro dias.
Durante a estadia, visitaram pontos tradicionais do turismo religioso, como a casa de Pedro e a chamada prisão de Paulo.
A mudança no cenário ocorreu justamente na manhã em que o grupo se deslocaria para Jerusalém. Diante do agravamento da situação de segurança, os viajantes precisaram se abrigar em bunkers — estruturas comuns em hotéis e prédios do país, preparadas para situações de emergência. O local foi descrito como organizado e bem estruturado.
Após a liberação, a agência responsável reuniu os viajantes para avaliar o contexto e decidiu antecipar a saída. Como já estavam com as malas prontas, o grupo partiu rapidamente em direção à fronteira.
O trajeto durou cerca de seis horas e foi marcado por sucessivos alertas de segurança recebidos nos celulares. Durante o percurso, a van fez algumas paradas por causa das sirenes de aviso.
A travessia ocorreu pouco antes do fechamento do acesso. Já em território egípcio, os maranhenses seguiram para Sharm el-Sheikh, onde passaram a noite em um hotel antes de prosseguir viagem. Atualmente, o grupo está na Europa, aguardando o embarque para retornar ao Brasil
