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Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta terça-feira, 17, o deputado estadual Yglésio Moyses fez duras críticas à oposição, condenando adversários por adotarem posturas contraditórias e ignorarem fatos relevantes conforme a conveniência política.

Deputado Yglésio

O parlamentar utilizou como exemplo recente o caso do blogueiro Luís Pablo, alvo de operação da Polícia Federal — que teve repercussão internacional após manifestação do Comitê para Proteção de Jornalistas —, para ilustrar o que chamou de seletividade na defesa de princípios.

O Maranhão está praticamente em silêncio diante de um fato grave”, afirmou. Em outro momento, reforçou a crítica: “Eu acho que não teve nenhum colega que se levantou para falar sobre isso”.

O deputado também direcionou críticas à postura de oposicionistas em situações passadas, citando episódios que, segundo ele, não receberam a mesma solidariedade. “Eles falam de perseguição, mas se esquecem de casos anteriores”, disse, ao apontar o que classificou como incoerência no discurso político.

Os comunistas são assim: eles chegam aqui defendendo a delegada agora – e eu acho válido -, mas nunca teve um comunista para defender quando a Maura Jorge foi humilhada, proibida de falar no palanque em Lago da Pedra. Nunca teve um comunista aqui defendendo a deputada Mical quando foi chamada dos piores adjetivos possíveis no WhatsApp“, disse o parlamentar.

Durante a fala, Yglésio Moyses também criticou diretamente o deputado federal Márcio Jerry, afirmando que houve ataques à honra do jornalista em vez de defesa da atividade profissional. “Em vez de entender o ataque à profissão, passou a semana toda atacando a honra do jornalista”, declarou.

O parlamentar ampliou as críticas ao que chamou de “metodologia seletiva” da oposição, destacando que determinadas pautas são defendidas apenas em contextos específicos. “Acuse sempre daquilo que você é”, disse, ao comentar o comportamento de adversários políticos.

Ao final, o deputado afirmou que há um cenário de contradições e reforçou que a oposição, em sua avaliação, adota discursos distintos conforme o momento político, deixando de lado situações que não se encaixam em sua narrativa.

Eu vejo um tratamento muito respeitoso com quem faz oposição. Diga-se passagem, legítima, legítimo direito de fazer oposição. Agora, a metodologia que é espúria, é seletiva, é persecutória, ela não é racional, infelizmente. Por quê? Porque o sistema do qual vieram era muito pior. A imprensa nacional finalmente acordou para o que está acontecendo no Brasil. Precisou de um jornalista aqui, do aquário da Assembleia, para mostrar para o mundo o modelo de perseguição, Luís Pablo, que nós vivemos hoje aqui no país. E, finalmente, a perseguição contra um pequeno se transformou na revolta dos grandes, porque já conseguiram antever o que vai acontecer no nosso Brasil, nos próximos anos, se não houver um freio no Supremo Tribunal Federal.”

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