Os Correios vão lançar uma nova consulta aos bancos para contratar um segundo empréstimo voltado ao plano de reestruturação da empresa. O valor pretendido deve ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, abaixo dos R$ 8 bilhões inicialmente projetados. A operação contará com garantia da União, que cobre eventuais inadimplências.

Foto: reprodução

A redução do montante ocorre após melhora no fluxo de caixa e renegociação de despesas. Segundo a companhia, 97% dos contratos em atraso com fornecedores foram negociados, com economia de R$ 260 milhões após credores aceitarem desconto integral de juros e multas em troca de prioridade nos pagamentos. Também houve o parcelamento de cerca de R$ 700 milhões em sentenças judiciais, com três meses de carência e nove para quitação, medida que reduz a pressão imediata sobre o caixa.

Técnicos do governo apontam ainda que bancos sinalizaram pouco interesse em atender ao pedido inicial de R$ 8 bilhões, o que também influenciou a revisão do valor. Em 2025, um grupo formado por Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander concedeu um primeiro empréstimo de R$ 12 bilhões à estatal. A Caixa indicou que só participará da nova rodada se houver divisão de risco com outras instituições.

A empresa tenta captar os recursos até junho de 2026, após sinalização do Ministério da Fazenda de que eventual aporte direto deve ficar para 2027, diante da restrição orçamentária em ano eleitoral. Paralelamente, os Correios passam por mudanças na diretoria-executiva, com a saída dos diretores de Operações e Econômico-Financeiro, e substituições ainda em definição.


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