O prefeito afastado de Macapá, Antônio Furlan (PSD), formalizou nesta quinta-feira, 5, a renúncia ao mandato. O pedido foi protocolado nas primeiras horas da manhã na Câmara Municipal, encerrando oficialmente sua gestão à frente da capital amapaense.

Furlan estava afastado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Paroxismo, que investiga supostas irregularidades em contratos da área da saúde. A decisão que determinou o afastamento por 60 dias foi assinada pelo ministro Flávio Dino, a pedido da Polícia Federal. Com a medida, o presidente da Câmara, Pedro Dalua (União), assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal.
As investigações apontam suspeitas de fraude na licitação para a construção do Hospital Municipal de Macapá, na zona norte da cidade. De acordo com relatório da Polícia Federal, valores que teriam sido sacados por empresários contratados para a obra — estimados em quase R$ 10 milhões — teriam abastecido empresas ligadas ao prefeito, à primeira-dama Rayssa Furlan (Podemos) e a outros familiares. Os citados negam irregularidades e afirmam ser alvo de perseguição política.
No documento de renúncia, Furlan justificou a decisão como necessária para cumprir exigências legais com vistas à disputa pelo Governo do Amapá nas eleições de 2026. Ele já havia anunciado publicamente a intenção de concorrer ao cargo logo após o afastamento, declaração que gerou questionamentos jurídicos por ter ocorrido fora do período eleitoral oficial.
Ao longo de pouco mais de cinco anos à frente da prefeitura, Furlan foi alvo de cinco operações da Polícia Federal, incluindo ações relacionadas à área da saúde e a investigações eleitorais.






