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O diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de São Luís, Paulo Pires, destacou nesta quinta-feira (5) o papel do Governo do Estado e da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) nas tratativas pelo fim da greve dos ônibus na capital maranhense. A declaração foi dada após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 16ª Região aprovar um reajuste de 5,5% para os motoristas de ônibus.

Segundo o diretor, sem a atuação do Estado, seria impossível retomar o serviço de transporte com segurança financeira. Ele ressaltou que a MOB tem acompanhado tecnicamente a situação, analisando planilhas e subsidiando medidas que possibilitem o equilíbrio econômico do sistema. “Seria impossível a gente conseguir ou ter algum tipo de serviço de transporte hoje se não fosse a atuação do Governo do Estado e da MOB, que fizeram um trabalho técnico e estão em avaliação sobre os subsídios para criar um equilíbrio econômico nesse sistema”, afirmou.

O dirigente do SET também enfatizou a participação de representantes do governo nas audiências com o TRT e o esforço da equipe técnica em analisar os documentos apresentados. Segundo ele, a ausência de suporte do município agrava a crise do transporte urbano em São Luís, que enfrenta risco de colapso financeiro.

“Essas empresas quando param a partir de um determinado momento não têm dinheiro para trazer o serviço de volta. Então agradeço a atitude da MOB e do presidente Adriano Sarney que fez o esforço com a sua equipe técnica e, nesse momento, está debruçado sobre as planilhas para saber quais são as condições que serão possíveis fazer para as empresas e para acomodação dessas demandas dos rodoviários”, acrescentou.

A greve dos ônibus foi iniciada no dia 30 de janeiro pelo Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (STTREMA), e o TRT da 16ª Região assumiu a mediação diante do impasse entre a Prefeitura de São Luís e o SET. Sobre a responsabilidade do município, Paulo Pires afirmou que medidas judiciais já estão em andamento para reaver recursos que teriam sido descontados indevidamente das empresas, totalizando mais de R$ 4 milhões. “Existe um interesse claro de quebrar o sistema de São Luís, e vamos recorrer às decisões do STF para que o município devolva os valores às empresas”, declarou.



Comentário no post: “SET aponta falta de apoio da Prefeitura e valoriza mediação do Governo do Estado

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