A Santos Brasil realizou a primeira grande operação com as novas linhas de píer para granéis líquidos no Porto do Itaqui, no Maranhão. A movimentação marcou o descarregamento de 20 mil metros cúbicos de diesel, com vazão média de 585 metros cúbicos por hora, após autorização da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

Segundo a companhia, as três novas linhas — cada uma com 14 polegadas de diâmetro — permitem operações de carregamento e descarregamento com alta vazão, além de reduzir interferências com a infraestrutura já existente. O resultado é menor tempo total de operação e redução de custos com sobre-estadia para os clientes.
O diretor de Granéis Líquidos da empresa, Carlos Quintero, destacou que a entrada em funcionamento da nova estrutura aumenta a produtividade do terminal.
De acordo com ele, a maior vazão diminui o período de atracação das embarcações e amplia a competitividade do porto para esse tipo de carga, criando novas oportunidades comerciais.
AUTORIZAÇÕES REGULATÓRIAS E EXPANSÃO
A Santos Brasil informou que, em dezembro, recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar com a capacidade total do terminal de granéis líquidos após a conclusão das obras de expansão. A agência também liberou, no fim de 2025, o início das operações das novas linhas de píer.
O terminal é credenciado pela Receita Federal do Brasil como entreposto aduaneiro para importação e exportação de granéis líquidos. No complexo portuário maranhense, a empresa já investiu mais de R$ 850 milhões e dispõe de capacidade aproximada de 200 mil metros cúbicos.
HISTÓRICO DO PROJETO E INTEGRAÇÃO LOGÍSTICA
A entrada da Santos Brasil no segmento de granéis líquidos ocorreu em 2021, quando a companhia arrematou em leilão na B3 três terminais no Porto do Itaqui — dois já existentes, posteriormente ampliados, e um construído do zero, cuja obra foi concluída em novembro de 2025.
Atualmente unificados, os terminais são alfandegados e integrados a diferentes modais logísticos — rodoviário, ferroviário, dutoviário e marítimo — reforçando o papel do Itaqui como hub de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.






