Prefeitos de capitais que planejam disputar governos estaduais em 2026 enfrentam um dilema de ter que decidir se deixam ou não os respectivos mandatos antes do prazo. Entre os nomes citados em uma reportagem do jornal O Globo, nesse fim de semana, estão Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, João Campos, em Recife, e João Henrique Caldas, de Maceió, todos avaliando a possibilidade de entrar na corrida estadual.

Mesmo sem ter sido citado na matéria, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, vive situação semelhante. Apesar de aparecer bem em pesquisas, Braide avalia a possibilidade de renunciar ao mandato. Um dos principais problemas do prefeito é o crescimento do pré-candidato Orleans Brandão nas pesquisas. O nome de Orleans tem sido bem mais consistente em todas aas regiões do estado.
Levantamentos nacionais mostram que deixar a prefeitura antes do fim do mandato é uma aposta arriscada. Desde 2002, apenas seis de 19 prefeitos de capitais brasileiras que tentaram o governo estadual conseguiram vencer. Estes dados mostram que é preciso cautela por parte de quem precisa decidir entre permanecer na gestão municipal ou entrar na disputa pelo poder estadual. O dilema dos demais prefeitos citados se repete em São Luís com Braide. Mesmo dando sinais de que está no páreo, o ocupante do Palácio La Ravardière não tem até o momento a segurança necessária para arriscar concorrer ao governo do estado.






