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São Luís corre sério risco de enfrentar mais uma paralisação no transporte coletivo a partir das primeiras horas desta quarta-feira, 11. Em reunião realizada nesta terça, 10, que se estendeu do fim da manhã até por volta das 14h, a promotora de Justiça do Consumidor, Lítia Cavalcanti, esteve com representantes do Sindicato dos Rodoviários e do Sindicato das Empresas de Transporte (SET). Sem decisão judicial até o momento e sem retorno da Prefeitura de São Luís, a avaliação é de que a greve pode ser retomada, conforme ela mesma e o próprio STTREMA já haviam alertado.

Promotora Litia Cavalcante acionou a justiça para que Braide recomponha valor descontado nos próximos repasses dos subsídios

O impasse gira em torno do pagamento do subsídio municipal às empresas de ônibus. Segundo manifestação do Ministério Público na Justiça, o Município teria deixado de repassar integralmente valores referentes ao subsídio tarifário, com uma diferença superior a R$ 1,4 milhão, o que, de acordo com a promotoria, descumpre decisões judiciais anteriores e compromete o equilíbrio financeiro do sistema.

Diante disso, o MP pediu à Justiça que determine o complemento imediato do repasse e impeça novos descontos nos meses seguintes.

A promotora Lítia Cavalcanti também levou em conta um acordo firmado na última semana, que previa a regularização de salários e benefícios dos rodoviários com base no pagamento integral do subsídio. Como os valores não teriam sido quitados conforme o pactuado, cresce o temor de que as empresas não consigam honrar a folha de pagamento, o que pode resultar na suspensão total da frota.

Veja a íntegra do documento ao qual O Informante teve acesso: Petição intermediária (aditamento tutela de urgência (1)

Audiência na Câmara

Nesta última segunda-feira, 9, durante audiência na Câmara Municipal, o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, já havia alertado para a situação da categoria. Ele destacou os atrasos salariais e questionou as condições de segurança do serviço. Segundo o sindicato, os trabalhadores aguardavam até esta terça, 10, o pagamento do 13º salário e de vencimentos atrasados por parte da empresa Expresso 1001. Caso isso não ocorra, a categoria admite cruzar os braços novamente.

Com o cenário indefinido e sem manifestação oficial do prefeito Eduardo Braide até o momento, a capital maranhense pode amanhecer sem ônibus, afetando milhares de usuários que dependem diariamente do transporte público.



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