O novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, já está em vigor em todo o país. Com o reajuste, o valor diário do piso nacional passa a R$ 54,04, enquanto a remuneração por hora chega a R$ 7,37. A mudança afeta diretamente milhões de trabalhadores e beneficiários de programas sociais e previdenciários.

Além dos empregados que recebem um salário mínimo ou valores atrelados a ele, o piso serve como referência para aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada. O novo valor também influencia pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social, a parcela mínima do seguro-desemprego e a contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais.
Segundo dados oficiais, dos cerca de 40,7 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais pagos no país, aproximadamente 28,5 milhões correspondem a valores de até um salário mínimo. Esse grupo passa a receber R$ 1.621 a partir da folha de janeiro, que é paga entre os últimos dias úteis do mês e o início de fevereiro.
O reajuste do mínimo também repercute em outras áreas, como indenizações definidas pelos Juizados Especiais, que utilizam o piso nacional como parâmetro em determinadas ações judiciais. Para os MEIs, o novo valor altera o cálculo da contribuição mensal obrigatória.
O salário mínimo definido para 2026 ficou abaixo da projeção inicial do governo federal, que estimava um piso de R$ 1.627. A diferença está relacionada ao comportamento da inflação, que fechou abaixo das previsões ao longo do ano e impactou diretamente o cálculo final.
O reajuste considerou a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor em 12 meses até novembro, que atingiu 4,18%, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse índice é utilizado como base para preservar o poder de compra dos trabalhadores e beneficiários que dependem do salário mínimo.






