O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quinta-feira (15) que o combate ao crime organizado passará a ser tratado como uma “ação de Estado”.

A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, no primeiro pronunciamento público após ser anunciado oficialmente no cargo.
Segundo o ministro, a estratégia prevê uma atuação integrada entre diferentes instituições, como o Ministério Público e o Judiciário, além dos órgãos do Executivo.
A proposta, de acordo com ele, reflete a gravidade e a dimensão que o crime organizado alcançou no país.
“Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos esses atores, de elevar a ação do Estado no combate ao crime organizado. A relevância que o crime organizado assumiu impõe, neste momento, a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado”, afirmou Lima e Silva.
O ministro revelou ainda que o caso recente envolvendo suspeitas de fraudes no Banco Master foi um dos temas discutidos em reunião realizada nesta quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O encontro contou também com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo Lima e Silva, o governo não se furtará a enfrentar situações dessa natureza. “O Estado não se omitirá diante desse tipo de prática”, destacou.
Durante a entrevista, o novo titular da Justiça ressaltou que, embora a Polícia Federal e a Receita Federal já desenvolvam ações relevantes no enfrentamento ao crime organizado, essas iniciativas, isoladamente, não são suficientes para produzir resultados efetivos.
“A Polícia Federal e a Receita Federal, por si só, não conseguem viabilizar resultados concretos de medidas que precisam passar pelo Ministério Público e chegar ao Judiciário para que tenham a efetividade necessária”, explicou.
De acordo com o ministro, o enfrentamento ao crime organizado ultrapassa os limites do Executivo e exige a articulação entre todos os Poderes.
“Cada órgão do Estado, dentro de suas competências e atribuições, estará empenhado em desenvolver uma ação articulada para combater o crime organizado”, afirmou.
A posse de Wellington César Lima e Silva está prevista para ocorrer ainda nesta quinta-feira, em cerimônia reservada.
A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto, que informou também que o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, participará do ato. Lima e Silva assume o cargo após a saída de Lewandowski, que deixou o ministério na semana passada.






