Banner institucional

A edição desta quinta-feira, 29, do Jornal Pequeno, revelou, numa reportagem publicada no Informe JP, que declarações feitas em redes sociais pelo deputado estadual oposicionista Rodrigo Lago podem parar na Comissão de Ética do Poder Legislativo maranhense. O alvo do parlamentar é sempre o mesmo: o governador Carlos Brandão e família.

Deputado Rodrigo Lago

Confira a íntegra:

Uma publicação feita nas redes sociais pelo deputado estadual Rodrigo Lago causou forte repercussão e pode levar uma iniciativa da mesa diretora da Assembleia Legislativa a acionar a Comissão de Ética da casa.

Na postagem, Lago comenta o anúncio feito por Brandão, de que pretende permanecer no cargo até o fim do mandato. “O anúncio pelo governador Brandão de que permanecerá até dezembro conforta quem tem sentimento de justiça. Inelegíveis em 2026, a partir de 2027 os irmãos Brandão, a cunhada e o sobrinho responderão, sem blindagens, pelos gravíssimos crimes praticados nesses últimos anos”, escreveu.

A declaração pode ser interpretada como ameaça, tentativa de intimidação e antecipação de julgamento, além de extrapolar os limites do debate político. O tom utilizado pelo deputado ultrapassa a crítica institucional e atinge a esfera pessoal, ao citar familiares do governador e falar em “gravíssimos crimes” sem manifestações judiciais nem qualquer outra ação nesse sentido.

A postagem tem elementos suficientes para que o deputado Rodrigo Lago seja levado à Comissão de Ética do poder legislativo estadual para apuração de eventual quebra de decoro. A Constituição garante ao chefe do Executivo o direito de cumprir integralmente o mandato para o qual foi eleito, e aliados de Brandão essa é uma prerrogativa legal e democrática.

Repercussão nas redes

Nas redes sociais, a fala também gerou reações de apoiadores e críticos.

“Isso já soa mais como ameaça do que opinião. Se o governador está no mandato, ele fica até o fim se quiser”.

“Discordar é normal; agora, tentar intimidar ou antecipar julgamento passa do limite. Democracia se faz com debate, não com ameaça”, disse um crítico.

Outro crítico não se conteve com a postura de Rodrigo Lago e postou:

“Entendo que é legítimo o governador optar por exercer seu mandato na totalidade, mesmo com o desagrado de quem rompeu politicamente. Foi uma decisão consciente”.



Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×