Uma coletiva de imprensa realizada na noite desta quinta-feira, 15, reuniu a cúpula da Segurança Pública do Maranhão para atualizar as informações sobre o desaparecimento de duas crianças na zona rural de Bacabal, caso que já completa 13 dias sem desfecho. O encontro contou com a presença do prefeito Roberto Costa e foi conduzido pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Martins.

Secretário Maurício Martins ao lado do Coronel Célio Roberto, comandante do CBMMA e o prefeito Roberto Costa

Durante a coletiva, o secretário destacou que, até o momento, Ágatha, de 6 anos, e Allan, de 4 anos, ainda não foram localizados, apesar do intenso trabalho realizado pelas forças de segurança. Segundo Maurício Martins, as investigações seguem em andamento e não serão interrompidas, com todo o aparato policial e de resgate mantido na região.

De acordo com o secretário, as equipes já percorreram uma área de aproximadamente 3.200 quilômetros quadrados, dividida em 45 quadrantes, sem que nenhum vestígio das crianças fosse encontrado. As buscas iniciais foram concentradas na área quilombola do povoado São Sebastião dos Pretos e, posteriormente, ampliadas para além da área inicialmente delimitada, incluindo margens do rio e regiões consideradas, a princípio, improváveis para o paradeiro das crianças.

Um ponto considerado relevante na investigação foi a chamada “Casa Caída”, localizada no povoado São Raimundo. O local foi indicado por Kauan, primo das crianças, que está em bom estado de saúde e recebe acompanhamento médico e psicológico. Segundo Maurício Martins, Kauan reafirmou diversas vezes que aquele teria sido o último local onde esteve com Ágatha e Allan. Buscas minuciosas foram realizadas no local com apoio de helicópteros, drones e equipes em solo.

Cães farejadores especializados confirmaram a presença das três crianças na Casa Caída, reforçando a informação de que elas passaram pelo local e possivelmente dormiram ali. Mesmo assim, nenhuma pista concreta foi encontrada. Diante disso, as forças de segurança ampliaram as ações para o rio, com sobrevoos, buscas de barco e operações subaquáticas realizadas pelo Corpo de Bombeiros.

Atualmente, as buscas contam com a atuação integrada do Corpo de Bombeiros, das polícias Civil e Militar, além de cinco delegados da Polícia Judiciária. Segundo o secretário, as próximas etapas incluem a ampliação das buscas em áreas de mata, fazendas da região e a intensificação das operações subaquáticas.

“Infelizmente, até agora não localizamos as duas crianças, mas as investigações e as buscas não vão cessar”, afirmou Maurício Martins, ressaltando o compromisso do Estado em seguir com todos os esforços necessários até que o caso seja esclarecido.


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