O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele pudesse receber a visita do sogro, Vicente de Paulo Reinaldo, no hospital onde está internado, em Brasília. A decisão mantém restrições ao contato de Bolsonaro durante o período de internação médica.

Na avaliação do ministro, a permanência do ex-presidente no hospital configura um “regime excepcional de custódia”, diferente daquele adotado em unidades prisionais, o que exige cuidados específicos voltados à segurança e à disciplina. Moraes ressaltou que a internação não altera as condições impostas pelo cumprimento da pena e que visitas devem seguir critérios rigorosos definidos pela Justiça.
Bolsonaro está internado desde o dia 24 de dezembro e, desde então, passou por três procedimentos cirúrgicos. A equipe médica avalia que a alta hospitalar deve ocorrer apenas após o dia 1º de janeiro. Durante o período, a única presença autorizada de forma contínua é a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Esta foi a primeira vez que o ex-presidente deixou a Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o fim de novembro, quando começou a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF em decorrência de condenação por suposta tentativa de golpe de Estado.






