O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou que Jair Bolsonaro passe por uma perícia médica em até 15 dias. A avaliação vai verificar se o ex-presidente realmente precisa ser submetido a uma cirurgia, conforme pedido apresentado por sua defesa.

A perícia será realizada pela Polícia Federal. Na decisão, Moraes destacou que Bolsonaro passou por exames ao ser preso no dia 22 e que, naquele momento, não havia registro de qualquer condição que justificasse intervenção cirúrgica imediata. O ministro também lembrou que o ex-presidente tem atendimento médico disponível em tempo integral na prisão, serviço que ele mesmo determinou.
Segundo Moraes, não houve relatos de emergência médica desde a prisão, e exames realizados há três meses também não apontavam necessidade urgente de cirurgia.
A defesa de Bolsonaro solicitou autorização para o procedimento na última terça-feira (9), alegando necessidade de tratar uma hérnia e um quadro de soluços persistentes. Caso a cirurgia seja autorizada, a expectativa é que o ex-presidente permaneça internado de cinco a sete dias.
Em outro despacho divulgado nesta quinta-feira, 11, Moraes autorizou que Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro façam visitas ao ex-presidente na próxima terça-feira, 16, separadamente, no período da manhã.
A defesa argumenta que o quadro de saúde de Bolsonaro piorou nos últimos dias, com dores e desconforto na região da hérnia, e que os soluços têm prejudicado seu repouso, alimentação e sono.
Os advogados também pediram novamente prisão domiciliar humanitária, alegando que o estado de saúde do ex-presidente seria incompatível com o ambiente prisional. O pedido anterior, feito antes da prisão, já havia sido desconsiderado, e o despacho atual não menciona essa solicitação.
No documento enviado à Justiça, a defesa também afirmou que o episódio em que Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica teria sido causado por confusão mental provocada por medicações, repetindo a preocupação com seu quadro de saúde.






