Uma vila de casas no município de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, se transformou em um “território fantasma” após cerca de 30 famílias serem expulsas por facções criminosas.

A área, conhecida como Jacarezal, tornou-se palco da disputa entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP) — este último aliado ao grupo cearense Guardiões do Estado (GDE). O conflito culminou em mortes, tiroteios e na fuga em massa dos moradores.
A expulsão ocorreu na semana do dia 22 de setembro, quando o CV tomou o controle da região antes dominada pela GDE. Em resposta, a GDE se uniu ao TCP, reacendendo confrontos e provocando uma escalada de violência.
Moradores relataram tiroteios a qualquer hora do dia, presença intensa de policiais e o assassinato de um homem que se recusou a deixar sua casa. Três dias após o crime, a vila estava completamente vazia.
Antes, o Jacarezal abrigava pequenos comércios, como uma barbearia e uma igreja evangélica. Agora, as portas estão lacradas com cadeados, e animais domésticos vagam pelas ruas tomadas por poeira e lixo
A DISPUTA PELO TERRITÓRIO
O Jacarezal era, há anos, um reduto da GDE e ponto de venda de drogas. A partir de 9 de setembro, surgiram pichações com o símbolo do Comando Vermelho (CV) nas paredes da vila, sinalizando a tentativa do grupo de tomar o controle do tráfico na área.
No dia 16 de setembro, a GDE anunciou aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP) — facção carioca rival histórica do CV. No mesmo dia, as antigas marcas da GDE foram cobertas pelas do TCP, e queimas de fogos foram registradas em Fortaleza e outras cidades, comemorando a nova fusão.
Dias depois, os confrontos se intensificaram. Helicópteros da polícia sobrevoaram a região, e o medo se espalhou entre os moradores.
A população vizinha relata medo constante e restrições de circulação. Moradores expulsos tentam voltar para buscar móveis, mas são impedidos por criminosos ou pela própria polícia, que bloqueou o acesso à vila por questões de segurança.
A GUERRA DAS FACÇÕES NO CEARÁ
A violência em Jacarezal é mais um episódio do avanço das facções no estado. Desde 2015, bairros inteiros de Fortaleza e do interior sofrem com expulsões em massa de famílias.
O fenômeno ganhou força com o surgimento da GDE (Guardiões do Estado), facção de origem cearense que rompeu o equilíbrio entre Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), presentes no Ceará desde antes de 2015.
Entre 2017 e 2018, o estado registrou os dois anos mais violentos de sua história, com mais de 9,6 mil homicídios somados.
Segundo a Defensoria Pública, centenas de famílias já procuraram ajuda após serem obrigadas a abandonar suas casas — os dados atuais são mantidos em sigilo por motivos de segurança.
Casos semelhantes foram registrados recentemente nos bairros José de Alencar e Prefeito José Walter, em Fortaleza, onde criminosos picharam muros ordenando a saída de moradores.
Em nota, a Polícia Militar informou ter reforçado o patrulhamento no Conjunto Jereissati III, onde fica o Jacarezal.
A Polícia Civil afirma que as ameaças são investigadas pela Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), mas ninguém foi preso.
O Ministério Público acompanha o caso por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e oferece atendimento às vítimas através do Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência (Nuavv).







Qual o partido político do presidente da República e do governador do Ceará???
Cearenses, nas próximas eleições de 2026 votem novamente nesse partido e verão mais l localidades transformadas em vilarejos fantasmas.
Em tempo; 2017 e 2018 foram os anos mais violentos de todos os tempos no Ceará.
Acorda, povo cearense, antes que seja tarde demais.