O prefeito de Rio Bonito do Iguaçu, Sezar Augusto Bovino, afirmou neste sábado (8) que o município “terá que ser reconstruído do zero” após a passagem de um tornado que devastou a cidade.

O fenômeno deixou seis mortos e mais de 750 feridos no Paraná, segundo informações do governo estadual.
Das seis vítimas, cinco eram moradores de Rio Bonito do Iguaçu e uma de Guarapuava, cidade vizinha.
A Defesa Civil estima que cerca de 90% do município, que tem cerca de 14 mil habitantes, foi destruído.
O tornado, classificado como EF3 na Escala Fujita, atingiu ventos de até 250 km/h, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
Com casas e prédios públicos destruídos, mais de mil moradores ficaram desalojados. Abrigos emergenciais foram montados com apoio de cidades vizinhas para acolher as famílias.
LUTO OFICIAL E ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA
O governador Ratinho Junior decretou luto oficial de três dias em todo o Paraná e estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu.
A medida permite a dispensa de licitações, a mobilização imediata de recursos e o pedido de apoio federal para ações de socorro e reconstrução.
O governo do Paraná confirmou as identidades das seis pessoas que perderam a vida durante o tornado:
- José Neri Geremias, 53 anos, de Guarapuava;
- Julia Kwapis, 14 anos, de Rio Bonito do Iguaçu;
- Jurandir Nogueira Ferreira, 49 anos, de Rio Bonito do Iguaçu;
- Claudino Paulino Risse, 57 anos, de Rio Bonito do Iguaçu;
- Adriane Maria de Moura, 47 anos, de Rio Bonito do Iguaçu;
- José Gieteski, 83 anos, de Rio Bonito do Iguaçu.
O Corpo de Bombeiros informou que não há desaparecidos. As buscas na área urbana foram encerradas na tarde deste sábado (8), mas equipes continuam realizando sobrevoos em áreas rurais para avaliação de danos.
O governo estadual explicou que a destruição foi provocada por uma tempestade do tipo “supercélula”, uma das mais intensas formações atmosféricas conhecidas, capaz de gerar tornados de alta potência.






