O Maranhão manteve 92% de seu território atingido pela seca entre agosto e setembro de 2025, segundo a nova atualização do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Apesar da estabilidade na área afetada, o estado enfrenta a pior condição de severidade do fenômeno desde janeiro de 2018, quando registrou seca extrema em 11% de seu território.
Entre julho e setembro, o nível de gravidade da seca no Maranhão permaneceu estável, com 57% do estado apresentando seca grave, segundo a escala do Monitor.
O cenário atual coloca o Maranhão entre os estados nordestinos com os quadros mais severos do fenômeno neste ano.
NORDESTE TEM PIOR CENÁRIO DO PAÍS
Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor, o Nordeste manteve, em setembro de 2025, o quadro mais severo de seca do Brasil.
A proporção de áreas com seca extrema aumentou de 15% para 17%, o pior índice desde fevereiro de 2019 e o mais elevado entre todas as regiões brasileiras.
Enquanto isso, o fenômeno também se intensificou no Centro-Oeste e Sudeste. Em contrapartida, as regiões Norte e Sul registraram melhora: no Sul, a área com seca moderada caiu de 10% para 8%, e no Norte, o fenômeno apresentou as condições mais brandas do país.
No balanço geral, a extensão total da área com seca no Brasil manteve-se estável em 4,8 milhões de quilômetros quadrados, o que corresponde a 57% do território nacional.
SECA SE INTENSIFICA EM DEZ ESTADOS E ABRANDA EM QUATRO
Entre agosto e setembro, a seca se intensificou em dez estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, São Paulo e Tocantins. Em contrapartida, houve abrandamento do fenômeno em Acre, Amazonas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Em outras 11 unidades da Federação, o quadro permaneceu estável — entre elas, o Maranhão, além de Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe. Já o Amapá e Roraima voltaram a registrar seca em setembro.
ESTADOS MAIS ATINGIDOS
Em setembro de 2025, seis estados brasileiros registraram seca em 100% de seus territórios: Acre, Distrito Federal, Minas Gerais, Piauí, São Paulo e Tocantins. Nos demais, os percentuais variaram entre 3% e 97%.
O Amazonas lidera em área total com seca, seguido por Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Tocantins. Entre agosto e setembro, apenas quatro estados ampliaram a área afetada — Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. O Maranhão, por sua vez, manteve o mesmo percentual de 92%.
O Monitor de Secas realiza o acompanhamento contínuo da severidade do fenômeno no país, considerando indicadores climáticos e impactos de curto e longo prazos.
A ferramenta auxilia governos e instituições no planejamento de políticas públicas de enfrentamento à estiagem.
Criado em julho de 2014, o projeto começou pelo Nordeste e foi expandido a todo o território nacional em dezembro de 2023, com a inclusão do Amapá. O modelo de monitoramento é inspirado nas metodologias dos Estados Unidos e do México.
Os dados são compilados mensalmente a partir da colaboração de instituições estaduais e parceiras, que validam os mapas e indicadores.
O mapa do Monitor pode ser consultado no site monitordesecas.ana.gov.br ou no aplicativo gratuito Monitor de Secas, disponível para Android e iOS.






