A taxa de desemprego caiu em apenas dois estados brasileiros no terceiro trimestre de 2025 — Rio de Janeiro e Tocantins — conforme a PNAD Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nas outras 25 unidades da federação, entre elas o Maranhão, o índice permaneceu estável. Apesar da estabilidade no desemprego, o Maranhão voltou a ocupar posição de destaque negativo em indicadores relacionados à informalidade.

Segundo o levantamento, o estado registrou a maior taxa de trabalhadores sem qualquer proteção legal no país: 57% da população ocupada atua na informalidade, superando Pará (56,5%) e Piauí (52,7%).

A informalidade nacional ficou em 37,8% no período, mas estados mais pobres — como o Maranhão — apresentaram índices muito superiores à média.

O Maranhão também registra outros dados preocupantes: entre os empregados do setor privado, apenas 51,9% têm carteira assinada, o menor percentual do país.

No cenário nacional, esse índice é de 74,4%, com Santa Catarina ocupando a primeira posição (88%). O estado também figura entre os que possuem maior proporção de trabalhadores por conta própria, categoria que representa 25,3% da força de trabalho no país.

DESEMPREGO SEGUE ESTÁVEL NO MARANHÃO

No recorte do desemprego, o Maranhão integra o grupo das 25 unidades da federação que apresentaram estabilidade no trimestre.

A taxa estadual se manteve em linha com o comportamento observado na maior parte do país. No ranking nacional, Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%) registraram os maiores índices, enquanto Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%) e Rondônia (2,6%) tiveram os menores.

Em âmbito nacional, a taxa de desocupação foi de 5,6%, o menor patamar para o período desde 2012. O IBGE considera desocupadas as pessoas que não possuem trabalho, mas estão buscando uma oportunidade — critério alinhado a padrões internacionais.

DESEMPREGO ENTRE MULHERES E GRUPOS RACIAIS

O levantamento reforça desigualdades estruturais. A taxa de desemprego entre mulheres (6,9%) segue muito acima da registrada entre homens (4,5%).

Por cor ou raça, o cenário também é desigual: brancos: 4,4%; pretos: 6,9%; pardos: 6,3%.

Em relação ao nível de instrução, pessoas com ensino médio incompleto têm a maior taxa de desocupação (9,8%), enquanto quem possui ensino superior completo apresenta o menor índice (3%).

O rendimento médio real do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.507 no terceiro trimestre de 2025, praticamente estável frente ao trimestre anterior, mas acima do registrado há um ano.

As maiores altas foram observadas nas regiões Sul e Centro-Oeste, ambas acima de R$ 4 mil. A massa de rendimento chegou a R$ 354,6 bilhões — estável no trimestre, porém maior na comparação anual. O Sudeste atingiu a maior massa de renda da série histórica, com R$ 176 bilhões.

 


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