Famílias israelenses aguardam com ansiedade as próximas horas, quando deve ocorrer a libertação dos últimos reféns sequestrados pelo grupo terrorista Hamas durante o ataque de 7 de outubro de 2023.

O acordo de paz firmado recentemente prevê a libertação total dos cativos, dois anos após o início da guerra.

Atualmente, 48 pessoas seguem em poder do Hamas, das quais apenas 20 estariam vivas, segundo estimativas de autoridades israelenses.

A libertação deve ocorrer até as 6h da manhã de segunda-feira (13), pelo horário de Brasília, prazo final estabelecido no acordo de cessar-fogo aprovado na quarta-feira (8).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mediou o entendimento junto a Egito, Catar e Turquia, declarou acreditar que os reféns voltarão a Israel na segunda-feira. No entanto, há possibilidade de que parte deles seja libertada ainda neste fim de semana.

DÚVIDAS SOBRE OS CORPOS DOS REFÉNS MORTOS

Uma das principais incertezas do acordo envolve os corpos dos reféns que morreram em cativeiro. O Hamas afirma não saber a localização exata dos restos mortais e pediu mais tempo para encontrá-los. A imprensa israelense estima que oito corpos estejam desaparecidos.

Para tentar solucionar o impasse, a Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa internacional, com a participação de Israel, Estados Unidos, Catar e Egito, para auxiliar nas buscas em diferentes áreas da Faixa de Gaza.

Neste sábado (11), parentes dos reféns devem fazer um pronunciamento conjunto em frente a um quartel das Forças de Defesa de Israel (FDI), também em Tel Aviv.

Durante os dois anos de guerra, essas famílias realizaram diversos protestos para pressionar o governo a garantir o retorno das vítimas.

Ainda não há detalhes sobre como será conduzida a operação de entrega dos reféns. Nas tréguas anteriores, o Hamas entregou os sequestrados à Cruz Vermelha, que os transferiu a autoridades israelenses.

O ACORDO DE PAZ

O plano de paz, apresentado no fim de setembro por Trump, prevê a libertação dos reféns e uma série de medidas para encerrar o conflito.

PRINCIPAIS PONTOS DO ACORDO:

  • O Hamas deve libertar todos os reféns, vivos ou mortos, em até 72 horas após o início do cessar-fogo;
  • Em contrapartida, Israel deve libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo condenados à prisão perpétua;
  • O cessar-fogo prevê o fim dos bombardeios em Gaza e o recuo das tropas israelenses para linhas pré-acordadas;
  • A área de ocupação israelense na Faixa de Gaza já foi reduzida de 75% para 53%, segundo o Exército;
  • A retirada total das tropas será gradual e depende do cumprimento de cada fase do acordo.

Apesar do cessar-fogo, há pontos do plano que ainda não foram esclarecidos. Segundo Trump, novas etapas estão em negociação, incluindo uma proposta para transição política na Faixa de Gaza — o que o Hamas rejeita, afirmando não aceitar tutela estrangeira nem abrir mão de suas armas.

CONTEXTO DA GUERRA

A guerra entre Israel e o Hamas teve início em 7 de outubro de 2023, quando o grupo extremista lançou um ataque surpresa que matou mais de 1.200 israelenses e sequestrou 251 pessoas.

Desde então, mais de 60 mil palestinos morreram em Gaza, segundo dados de autoridades locais ligadas ao Hamas.

Com a expectativa de encerramento definitivo do conflito e o retorno dos reféns, o clima em Israel é de tensão, esperança e emoção.

Para as famílias, cada minuto que passa representa a contagem regressiva para o fim de um pesadelo que já dura dois anos.


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