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O multi-instrumentista e compositor Hermeto Pascoal, um dos maiores nomes da música instrumental brasileira, morreu neste sábado (13), aos 89 anos, no Rio de Janeiro.

A informação foi confirmada pela família em comunicado publicado nas redes sociais do artista. A causa da morte não foi divulgada. Ele estava internado no Hospital Samaritano.

UM MESTRE DA INVENÇÃO SONORA

Nascido em Lagoa da Canoa, no agreste de Alagoas, Hermeto Pascoal ganhou reconhecimento mundial pela sua capacidade de transformar qualquer som em música.

Além dos instrumentos tradicionais, ele explorava chaleiras, brinquedos e até sons de animais para compor e improvisar.

Sua obra, marcada pela liberdade criativa, uniu o erudito ao popular e rompeu fronteiras estilísticas e culturais.

Rejeitando rótulos, Hermeto classificava sua produção como “música universal” — uma expressão que refletia sua filosofia de vida e de arte.

O jazzista Miles Davis, uma das maiores lendas da música mundial, chegou a defini-lo como “o músico mais impressionante do mundo”.

CARREIRA E RECONHECIMENTOS

Ao longo de mais de seis décadas, Hermeto navegou por gêneros como jazz, samba e forró. Colaborou com ícones da música brasileira, como Elis Regina, Tom Jobim e Egberto Gismonti, e conquistou projeção internacional com apresentações em países como Estados Unidos, Japão e Suíça.

Sua discografia ultrapassa 35 álbuns, e sua genialidade foi reconhecida com três prêmios Grammy Latino. Também recebeu títulos honoríficos de instituições de prestígio, como a Juilliard School, em Nova York.

Mesmo aos 89 anos, Hermeto mantinha-se em plena atividade. Em 2024, lançou “Pra você, Ilza”, álbum de composições inéditas em homenagem à sua companheira de vida, falecida em 2000. No mesmo ano, ganhou sua primeira biografia oficial, escrita pelo jornalista Vitor Nuzzi.



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