O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará no sábado (20), para Nova York e decidiu reduzir a comitiva que o acompanhará. A medida foi tomada para evitar possíveis constrangimentos diante do governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano). Desta vez, não há previsão de congressistas na delegação, ao contrário do que costuma ocorrer em viagens internacionais.

Foto: Reprodução

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optaram por não participar da missão, receosos de que a presença seja interpretada como apoio ao governo petista e de que possam virar alvos de sanções ligadas à Lei Magnitsky. Em 2024, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) acompanharam Lula na ONU.

Até o momento, devem integrar a delegação os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas), além da presidente do Banco do Brasil, Tarciana de Medeiros. Outros ministros ainda aguardam definição de agenda. O Itamaraty informou em 15 de setembro que parte dos integrantes não havia recebido visto para entrar nos Estados Unidos, mas avaliou que não deve haver negativas, já que os pedidos seguem em análise.

Lula participará da abertura da Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda espera resposta da embaixada americana sobre a renovação de seu visto, solicitada em 19 de agosto. O governo dos Estados Unidos anunciou em 13 de agosto medidas relacionadas ao programa Mais Médicos, que contratou profissionais cubanos durante o governo Dilma Rousseff (PT). Dois dias depois, em 15 de agosto, os vistos da esposa e da filha de Padilha foram revogados. Como o ministro já estava com o visto vencido, não foi diretamente afetado pela decisão.


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