A diretora da Unidade Básica de Ensino Monsenhor Frederico Chaves, Hermilce Waleria Pereira de Oliveira, não compareceu à segunda audiência marcada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) no último dia 16 de setembro, em São Luís. A gestora foi convocada para apresentar provas em sua defesa, diante de denúncias de assédio moral, remoção arbitrária de 14 professoras, favorecimento de servidoras seletivadas e falta de transparência na transição da escola para o regime integral. Nenhum representante da Secretaria Municipal de Educação (Semed) também compareceu.

Na primeira audiência, realizada em 29 de agosto, estiveram presentes a diretora Hermilce Waléria, a superintendente de educação infantil Yascara Fernanda, a secretária do RH Carla Baima e um representante do jurídico da Semed (nome não informado). Na ocasião, o promotor concedeu um prazo de 10 dias para que apresentassem suas defesas.
Professoras já haviam apresentado documentos e depoimentos na primeira audiência, incluindo relatos de sua atuação na UEB Teresinha Rego, onde Hermilce teria sido afastada sob pressão da comunidade e retirada sob escolta policial por má condução de conflitos e autoritarismo.
Pais de alunos da Monsenhor Frederico Chaves relatam desorganização desde o início do ensino integral, impactando a rotina escolar e as atividades pedagógicas.
O caso é acompanhado pelo promotor Lindonjhonson Gonçalves, da 5ª Promotoria de Defesa da Educação, que deve instaurar procedimento formal sobre a gestão da diretora. O MP já determinou inspeção na escola e solicitou esclarecimentos à Semed sobre os critérios usados na mudança de lotação dos professores e na adoção do regime integral.
Para entender melhor o caso reveja:
14 professoras afastadas de UEB em São Luís denunciam diretora ao MP e apontam descaso da Semed






