O Banco Central anunciou, nesta sexta-feira, 5, a implementação de um teto de R$ 15 mil para transações via Pix e TED realizadas por instituições de pagamento não autorizadas e aquelas conectadas à Rede do Sistema Financeiro Nacional por meio de Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI).

Essa medida visa reforçar o combate à lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas associadas ao crime organizado.
A decisão ocorre após a “Operação Carbono Oculto”, deflagrada pela Receita Federal, em 28 de agosto de 2025, que identificou o uso de fintechs para movimentações financeiras suspeitas, incluindo a ocultação de patrimônio e blindagem de recursos. A operação revelou que o volume movimentado pelos criminosos era inserido no sistema financeiro por meio dessas instituições digitais.
Além do teto para transações, a Receita Federal implementou novas regras de fiscalização. Desde 29 de agosto de 2025, todas as instituições de pagamento devem reportar mensalmente à e-Financeira as movimentações financeiras que ultrapassem R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 6 mil para pessoas jurídicas. Essa medida visa aprimorar o monitoramento e a identificação de movimentações atípicas que possam indicar crimes financeiros.






