Cerca de 14 cidades do Maranhão estão enfrentando a infestação do caramujo africano (Achatina fulica), um problema de saúde pública que tem tirado o sossego de moradores e autoridades.

Em São Luís, a situação é mais grave: 13 bairros já registraram a presença do molusco, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A espécie foi introduzida ilegalmente no Brasil no fim da década de 1980, importada do Leste Europeu com a promessa de ser um substituto mais barato para o escargot, iguaria da culinária francesa.
Entretanto, a criação não vingou e os animais foram descartados na natureza, onde encontraram condições ideais para se reproduzir.
O caramujo africano pode viver até sete anos e, nesse período, depositar cerca de oito mil ovos. Por se adaptar facilmente ao clima brasileiro e se alimentar de restos orgânicos encontrados nas ruas, a espécie se espalhou rapidamente pelo país.
Além do impacto ambiental, o caramujo também preocupa pela saúde pública. O molusco pode atuar como hospedeiro intermediário de vermes que causam doenças graves em humanos.
A Prefeitura de São Luís afirma que tem realizado o mapeamento das áreas infestadas, monitoramento e coleta dos moluscos para eliminar a espécie.
A orientação é que os moradores usem luvas ou sacos plásticos ao manusear os caramujos. Após a coleta, os animais devem ser colocados em baldes com solução de água sanitária diluída em água, ou com cal ou sal, para garantir a eliminação.






