Enquanto deputados da oposição como Rodrigo Lago, Carlos Lula, Felipe Camarão e Márcio Jerry criticam publicamente a construção da MA-372, os dados técnicos e o impacto social e econômico da estrada mostram uma realidade muito diferente da que vem sendo propagada. A rodovia, atualmente em execução por determinação do governador Carlos Brandão, é considerada essencial para o escoamento da produção agrícola no centro-sul do Maranhão e para a integração logística com o restante do país.

A MA-372 liga São Domingos do Azeitão a Mirador, cruzando uma região com mais de 100 mil hectares de lavouras de soja e milho. A via segue o mesmo traçado de uma estrada de chão aberta nos anos 1950, reconhecida oficialmente por decreto estadual em 2016. Com a obra, a rodovia passa a fazer parte de um corredor estratégico de exportação que conecta as lavouras do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia ao Porto do Itaqui, em São Luís, facilitando o envio de grãos para a Europa, América do Norte e Ásia.
A pavimentação vai reduzir em até 65 quilômetros o percurso entre Balsas e São Luís, o que representa 130 quilômetros a menos em uma viagem de ida e volta. Além disso, elimina nove ladeiras perigosas, diminui riscos de acidentes, desgastes mecânicos e reduz em até oito horas o tempo de trajeto. No agronegócio, cada quilômetro economizado impacta diretamente no custo do frete e na competitividade no mercado internacional.
Leandro Soares, produtor de arroz e soja em Mirador, afirma que o custo do transporte de insumos como adubo, hoje em R$ 160 por tonelada, deve cair até R$ 40 com a chegada do asfalto à porteira da fazenda. Com isso, ele decidiu investir em confinamento de gado e ampliar a produção. A Fazenda Vão Escuro, com 11 mil hectares de soja, também celebra a obra. O produtor Cláudio Barbosa estima redução significativa no custo de frete e segurança para os caminhoneiros. “Não vai mais quebrar mola nem estourar pneu. Vai ser bom para todo mundo”, afirma.
A estrada também trará alívio para comunidades antes isoladas como Ibipira, Liso, São Felinho, Descanso, Marroás e Buritizinho. A dona de casa Rosana, moradora há 10 anos da região, comemora o fim do sofrimento no tempo de chuva. “Era só lama e buraco. Agora vai mudar tudo, até ambulância vai poder passar”, finalizou.
