A influenciadora digital Tainá Sousa optou pelo silêncio durante interrogatório realizado pela Polícia Civil do Maranhão após prisão preventiva executada na tarde da última sexta-feira (1º) no momento em que ela estava em um escritório de advocacia no bairro Calhau, em São Luís. O mandado faz parte da Operação Dinheiro Sujo, deflagrada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC)para desarticular uma organização criminosa dedicada à exploração de jogos ilegais, como o chamado “jogo do Tigrinho”.

Apontada como uma das principais articuladoras do esquema, Tainá é acusada também de planejar represálias violentas contra autoridades e comunicadores que se posicionaram contra os jogos ilegais. Mensagens extraídas de seu celular revelam uma possível “lista de alvos”, que incluiria o delegado Pedro Adão, o deputado estadual Yglésio Moisés (PRTB) e o jornalista Domingos Costa. Em uma das conversas, ela comenta a morte do jornalista Luís Cardoso com a frase: “um já foi, agora faltam os outros” — o que reforça a suspeita de ameaças ou planejamento de crimes contra a vida.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 11,4 milhões em contas vinculadas à influenciadora e a outros quatro investigados, além do sequestro de bens de luxo como uma Range Rover Velar, uma Hilux, uma BMW e uma moto aquática. A polícia também apreendeu celulares, computadores e dinheiro em espécie durante cumprimento de mandados.
Reveja:
Busca e apreensão na casa de Elizângela Andrade
Em meio a repercussão sobre a prisão de Tainá Sousa, outro nome ligado ao universo digital não fugiu dos holofotes. Elizângela Rego de Andrade, influenciadora e atual presidente municipal do PCdoB em Codó apesar de negar ser investigada formalmente, foi alvo de mandado de busca e apreensão, cumprido pela Polícia Civil no mês de junho, na casa onde mora no Residencial São Pedro.

A ação foi autorizada pela 3ª Vara da Comarca de Codó, a pedido da Delegacia Regional, e tinha como objetivo encontrar armas, munições e provas relacionadas a crimes como ameaça, disparo de arma de fogo e dano qualificado. A investigação foi motivada por um atentado a tiros contra a casa de Tavila Eduarda Silva Barros, ocorrido em 9 de setembro de 2024. Horas antes, Elizângela teria agredido fisicamente a vítima em via pública, fato amplamente divulgado nas redes sociais.
A polícia identificou o carro usado na ação — um Renault Logan branco, pertencente ao sogro de Elizângela — e a perícia confirmou que os projéteis recolhidos no local eram de calibre .38. Na residência estavam um bebê autista de 1 ano e 7 meses e sua babá no momento do ataque.
Veja o documento: PEDIDO DE BUSCA E APREENSÃO CRIMINAL
Elizângela atualmente enfrenta denúncias relacionadas à promoção de jogos de azar nas redes sociais e ao rápido enriquecimento pessoal. Segundo relatos, ela teria adquirido diversos bens de alto valor nos últimos meses, incluindo imóveis, veículos e um sítio de luxo cuja festa de inauguração, marcada para este sábado, contará com show particular.






