O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (8) que ainda existem R$ 10,1 bilhões em “valores esquecidos” por clientes em instituições financeiras. O dado leva em conta os recursos contabilizados até maio deste ano.

Do montante total, R$ 7,5 bilhões pertencem a 43,9 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,5 bilhões são devidos a 4,2 milhões de empresas.

Desde o dia 27 de maio, o BC disponibilizou uma nova funcionalidade que permite a solicitação automática do resgate desses valores, por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR).

QUEM PODE TER VALORES A RECEBER?

O sistema permite a consulta por pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas, que tenham deixado recursos para trás em contas bancárias, consórcios ou outras instituições financeiras.

Embora o prazo inicial para o resgate tenha sido definido como 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda reforça que não há mais limite de tempo para solicitar os valores.

COMO CONSULTAR OS VALORES ESQUECIDOS?

A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Banco Central: https://valoresareceber.bcb.gov.br

O acesso requer uma conta gov.br com nível prata ou ouro, além de verificação em duas etapas. O processo inclui autenticação via aplicativo com código e, se necessário, validação facial.

Para receber os valores, é obrigatório informar uma chave PIX.

Caso não possua uma, o cidadão deve contatar diretamente a instituição financeira para combinar outra forma de recebimento ou cadastrar uma chave PIX e voltar ao sistema para fazer a solicitação.

No caso de pessoas falecidas, o acesso aos valores está disponível apenas a herdeiros, inventariantes, representantes legais ou testamentários, que deverão preencher um termo de responsabilidade para dar continuidade ao processo.

SOLICITAÇÃO AUTOMÁTICA

A principal novidade do sistema é a possibilidade de ativar a solicitação automática de valores a receber, disponível desde 27 de maio.

Segundo o BC, a funcionalidade é opcional e facilita a devolução sem a necessidade de novas consultas ou pedidos manuais.

Essa opção, no entanto, é exclusiva para pessoas físicas com chave PIX do tipo CPF cadastrada.

O valor será creditado diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão, sem aviso prévio do Banco Central.

Vale lembrar que bancos que não aderiram ao modelo de devolução automática via PIX seguirão exigindo o pedido manual — o que também se aplica a valores de contas conjuntas.

MEDIDAS DE SEGURANÇA REFORÇADAS

Para reduzir riscos de fraudes, o Banco Central implementou em fevereiro novas camadas de verificação no acesso ao SVR. Agora, o login exige:

– Conta gov.br com nível prata ou ouro;

– Ativação da verificação em duas etapas;

– Geração de código de acesso pelo aplicativo gov.br.

A consulta é feita com CPF e senha, e só será liberada após a validação das etapas de segurança.

O objetivo da medida, segundo o BC, é oferecer mais praticidade e segurança para que os cidadãos resgatem valores que lhes pertencem sem complicações.


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