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Um estudo realizado por professores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) revelou que o estado já enfrenta mudanças climáticas significativas, com impactos diretos no equilíbrio ambiental e na produção agrícola.

De acordo com a pesquisa, o Maranhão registrou, nos últimos 60 anos, um aumento médio de +0,9 °C na temperatura e uma redução de até 600 milímetros nos volumes anuais de chuva.

Coordenado pelos professores Juarez Mota Pinheiro e Irecer Portela, o levantamento foi desenvolvido no Laboratório de Climatologia (Laboclima) e no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Geografia e Assuntos Ambientais (NEGEAM), da UFMA.

Os dados utilizados no estudo foram obtidos a partir de fontes como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/CPTEC).

Com base nas análises, os pesquisadores produziram mapas e gráficos que revelam alterações climáticas já em curso e projetam um futuro preocupante.

A estimativa é de que, nas próximas décadas — entre 25 e 50 anos —, o Maranhão poderá enfrentar um aumento de até +5,4 °C nas temperaturas médias e uma queda de até -32% no volume anual de chuvas.

Um dos impactos diretos da escassez de chuvas e do aumento da temperatura é o comprometimento do abastecimento de água para a agricultura, especialmente na região do Matopiba — fronteira agrícola composta por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O desmatamento e as queimadas também são apontados como fatores agravantes das mudanças climáticas e que exigem controle imediato.

O estudo, intitulado “Mudanças Climáticas no Maranhão: Evolução, Tendências e Projeções Futuras”, foi publicado na Revista Brasileira de Climatologia e reforça a necessidade de adoção de políticas públicas ambientais eficazes, além do engajamento da sociedade na preservação dos recursos naturais.



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