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A Justiça do Maranhão ainda não decretou, a prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), que matou a tiros o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos durante a 35ª Vaquejada do Parque Maratá, realizada no último doming0, 6, em Trizidela do Vale.

Desembargador Jorge Rachid

O pedido de prisão foi protocolado pelo delegado Márcio Coutinho, titular da Delegacia de Lago da Pedra e responsável pela investigação, já que estava de plantão no dia do crime. A delegacia integra a regional de Pedreiras.

Como o prefeito possui foro por prerrogativa de função, a solicitação foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). No entanto, o desembargador Jorge Rachid determinou a redistribuição do processo, indicando erro na tramitação inicial. Segundo ele, por se tratar de matéria criminal envolvendo gestor municipal, o caso deve ser analisado por uma das Câmaras Criminais Isoladas do TJ, e não pelo Órgão Especial da Corte, conforme estabelece o artigo 19, inciso I, alínea “a” do Regimento Interno da Corte. Desta forma, uma das três Câmaras é quem vai decidir sobre o pedido de prisão.

João Vitor havia se apresentado espontaneamente à Polícia Civil em Presidente Dutra, um dia após o crime e alegou legítima defesa, afirmando que o policial estaria armado e teria feito ameaças. A versão, no entanto, foi contestada por testemunhas e pelo comandante do 19º Batalhão da PM, tenente-coronel Claudiomiro Aguiar, que afirmou que o PM foi alvejado pelas costas e não portava arma no momento da abordagem.

O prefeito também protocolou pedido de afastamento do cargo por 125 dias, alegando abalo emocional e necessidade de tratamento psiquiátrico. Mesmo afastado, ele continuará recebendo salário durante o período.



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