As fortes rajadas de vento provocadas por um ciclone extratropical causaram estragos em várias regiões do Rio Grande do Sul na segunda-feira (28). Com ventos que chegaram a 105 km/h, segundo a Defesa Civil, o fenômeno derrubou estruturas, deixou casas destelhadas e interrompeu o fornecimento de energia elétrica para cerca de 288 mil clientes em todo o estado.

No Litoral Norte, a ressaca do mar — com ondas de até 3,5 metros, conforme a Marinha — provocou o desabamento de parte da plataforma marítima da praia de Atlântida, em Xangri-Lá. A estrutura atingida tinha cerca de 25 metros de extensão, segundo a Associação dos Usuários da Plataforma Marítima da Atlântida (Asuplama).
Em Capão da Canoa, aproximadamente 150 residências foram danificadas. Postes e árvores foram derrubados e 16 pessoas precisaram ser acolhidas em abrigos públicos. Em cidades vizinhas como Imbé e Tramandaí, o cenário foi semelhante: casas destelhadas, queda de postes e danos a estruturas públicas, como a garagem da prefeitura de Imbé.
No Sul do estado, Pelotas teve o atendimento suspenso em oito unidades básicas de saúde devido à falta de energia elétrica. Um dos portões da Feira Nacional do Doce, que ocorre na cidade, teve seu toldo arrancado, mas ninguém ficou ferido. Em Rio Grande, uma parede desabou sobre uma casa e atingiu um carro, também sem vítimas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta amarelo para vendaval em partes do estado. A Defesa Civil reforça o aviso para chuvas persistentes e risco de alagamentos na Região Metropolitana, Serra e Litoral Norte.
Nesta terça-feira (29), o ciclone se afasta, mas a chegada de uma massa de ar polar derruba as temperaturas em todo o estado. A chuva ainda persiste em algumas áreas, mas com menor intensidade. Entre quarta (30) e quinta-feira (31), o tempo firma, sem previsão de novas chuvas, mas o frio continua intenso devido à atuação da massa polar.






