Está tendo ampla repercussão nacional a grave brincadeira do ministro Flávio Dino, de sugerir a Felipe Camarão uma candidata a vice-governadora em sua chapa, a professora Teresa Helena Barros para as eleições estaduais de 2026. Em tom de brincadeira, a ‘sugestão’ de Dino embute um fato grave.

“Durante uma aula magna em São Luís, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tratou o vice governador Felipe Camarão (PT) como candidato ao governo do Maranhão nas eleições de 2026”, publicou o jornal O GLOBO, do Rio de Janeiro.
Para observadores do fato, está justamente aí a gravidade da fala do ex-governador do Maranhão. Hoje ministro da mais alta Corte do país, Flávio Dino “abandona a toga”, envereda pela política e fala como se a candidatura de Felipe Camarão ao Palácio dos Leões já seja um fato consumado.
A fala do ministro teve repercussão também em vários outros veículos de comunicação do país.
Assista:
Procurado, Brandão se manifestou – O governador do Maranhão foi procurado pela imprensa nacional a respeito da fala de Dino e se manifestou: “O momento não é de disputa política, é de governar”, disse Brandão. “O momento de governar, de cuidar do nosso povo e de transformar o Maranhão. E é isso que a nossa gestão tem feito: transformar vidas no social e no econômico. Nosso foco é trabalho. Nosso compromisso é com o povo. Aqui se arregaça as mangas e se entrega resultado. Disputa política não é o nosso caminho, transformar vidas é”, completou o governador a O GLOBO.
Articulação política – Na semana passada, conforme o jornal, o PT já havia lançado a pré-candidatura de Camarão. O governador, por sua vez, prega cautela. Aliados de Brandão acreditam que o PT continuará avançando nas articulações, com o objetivo de levar o debate sucessório até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A pré-candidatura de Camarão foi oficializada pelo secretário-geral do PT nacional, Henrique Fontana, durante reunião do partido. “A candidatura do companheiro Camarão a governador é questão de justiça. Estivemos ao lado do governador Brandão durante toda a campanha. Passamos por cada cidade dizendo: Lula presidente, Flávio Dino senador, Brandão governador e Camarão vice. Nada mais justo do que pleitearmos esse lugar ao sol”, afirmou Fontana na ocasião.
Incômodo – Diz ainda a reportagem de O GLOBO: “O governador Brandão demonstrou incômodo com os movimentos do vice: ‘Qual é o jogador de futebol que não quer jogar na seleção? Fui vice por oito anos e sonhava em ser governador, mas nunca falei. Fiquei aguardando, nunca provoquei’, afirmou o governador.
O pano de fundo do impasse é um acordo antigo. Vice do então governador Flávio Dino por dois mandatos, Brandão foi escolhido como sucessor com um compromisso: Camarão assumiria o governo em março do próximo ano. No entanto, com o passar do tempo, Brandão e o grupo político de Dino se distanciaram. Hoje, o governador tem seus próprios nomes para a sucessão —entre eles, seu sobrinho Orleans Brandão.
Segundo aliados do atual governador, sua tentativa de consolidar independência política gerou desconforto no grupo de Dino, que esperava manter influência nas decisões de alto escalão da administração estadual.
A desavença entre Dino e Brandão foi tornada pública em novembro do ano passado, quando o ministro do STF não o convidou para seu casamento.
As rusgas começaram logo após Brandão assumir o Executivo, durante a eleição para o comando da Assembleia Legislativa do Maranhão. Dino havia costurado um acordo para reeleger Othelino Neto (PCdoB). Mas Brandão insistiu na candidatura de Iracema Vale (PSB), que, posteriormente, fez dois movimentos favoráveis a familiares do governador: conduziu a votação que tornou o sobrinho, Daniel, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), posteriormente vetada pela Justiça, e indicou o irmão, Marcus, para a diretoria de Relações Institucionais da Casa. Este irmão é ponto chave em outro incômodo entre Dino e Brandão — a aproximação do governador com a direita, incluindo o PL. Marcus é presidente estadual do MDB, que abriga a família Sarney. Desafeto de Dino por anos, o clã esteve com o ministro na última eleição que disputou, em 2022.

Tem pessoas neste mundo de meu Deus que se mete em assuntos que não lhes é pertinente e acha que pode tudo; política é para políticos e não para apoliticos.
Cada um no seu quadrado e estamos conversado…
Uma hora ou outra essa pouca vergonha tem que ter algum limite.
Acho que mesmo Moraes, Jilmar Mendes, Barroso, Carmen não podem se prestar aos caprichos de Dino e ainda colocar o STF ainda mais em cheque com a sociedade brasileira, mesmo usando o pobre e sofrido e muitas vezes invisibilizado, Maranhão.
Caprichos é um analfabeto ter um celular pra escrever”jilmar”!
‘Anônimo’ é o mesmo que apócrifo.
A anonimato é o mesmo que denúncia vazia…&
Não vejo nenhuma gravidade no que falou Flávio Dino em tom de brincadeira. Aliás, todos sabem a preferência pela candidatura de Felipe Camarão ao governo do Estado. Errado é o governador Carlos Brandão querer implantar sua dinastia/oligarquia Brandão em querer lançar seu divrinho como candidato, já basta a família toda ocupar vários cargos na administração estadual, até sobrinho como conselheiro do tribunal de contas do estado. Triste esse governador