O Maranhão enfrenta um período crítico em decorrência das fortes chuvas que vêm atingindo o estado. Até o momento, 13 municípios decretaram situação de emergência: Formosa da Serra Negra, Grajaú, Buriti Bravo, Pindaré-Mirim, Monção, Bom Jardim, Codó, Peri Mirim, Pedro do Rosário, São João do Soter, Arame, Turilândia e Afonso Cunha. Estreito e Buriticupu já estão em Estado de Calamidade Pública. As precipitações intensas vêm provocando alagamentos, inundações, deslizamentos de terra e obstruções de vias, deixando centenas de famílias em situação de vulnerabilidade.

Foto: CBMMA

A situação também é preocupante na capital São Luís, onde pelo menos 20 bairros foram mapeados como áreas de risco pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). Entre as regiões monitoradas estão Coroadinho, Parque Pindorama, Salinas do Sacavém, Matança/Anil, Novo Angelim, João de Deus, Fumacê, Vila Bacanga, Cidade Olímpica, entre outras.

Essas áreas, já historicamente suscetíveis a enchentes, estão sendo submetidas a um monitoramento constante e ações emergenciais coordenadas pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDECMA), em apoio aos órgãos municipais. Com a previsão de chuvas ainda mais fortes nos próximos dias, a preocupação se intensifica, exigindo atenção redobrada das autoridades e colaboração da população.

Foto: CBMMA

Segundo o comandante-geral do CBMMA, coronel Célio Roberto, a principal orientação é a remoção preventiva das famílias das áreas de risco. “A Defesa Civil Estadual vem trabalhando para garantir a segurança de todos e minimizar os danos, apoiando o órgão municipal, na capital e também no interior do Estado. Essa parceria com os municípios e a colaboração das comunidades são diferencial para enfrentamento da situação e proteção da vida. Nossa orientação é que estas famílias sejam removidas das áreas de risco, a fim de evitar tragédias neste período chuvas”, reforça.

Além das ações de resposta, como resgates e abrigamento, a Defesa Civil também atua na orientação para o acesso a benefícios sociais, como o aluguel social, e na articulação com o Governo Federal para a formalização dos decretos de emergência, com vistas à liberação de recursos.


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