O tarifaço implementado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já causa repercussões globais. Segundo o diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, mais de 50 países entraram em contato com a Casa Branca solicitando negociações para discutir as novas tarifas comerciais impostas por Washington.

Embora Hassett não tenha revelado quais países procuraram formalmente os EUA, ele afirmou que todos buscam reduzir os impactos das novas tarifas anunciadas por Trump na última semana e que entraram em vigor no sábado (5).
As taxas atingem diretamente mais de 180 países e regiões, entre eles o Brasil, que foi alvo de uma tarifa de 10% sobre todas as importações para os Estados Unidos. Outras nações impactadas incluem a China (34%), União Europeia (20%), Coreia do Sul (25%) e Japão (24%).
Durante a entrevista, Hassett também negou que o tarifaço tenha sido uma manobra para pressionar o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) a reduzir as taxas de juros. Ele defendeu que o objetivo principal é fortalecer a economia norte-americana e reduzir a dependência de produtos estrangeiros.
Um dos pontos mais polêmicos da medida é a exclusão da Rússia. Segundo Hassett, o presidente Trump decidiu não incluir Moscou entre os países afetados para evitar atritos que possam prejudicar as negociações em andamento sobre o fim da guerra na Ucrânia.
Em outra entrevista no domingo, desta vez à NBC News, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também comentou o tarifaço. Ele minimizou os efeitos da medida no mercado financeiro e garantiu que não há razões para prever uma recessão econômica apenas com base na nova política tarifária.
