Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou possíveis irregularidades no pagamento de auxílio-saúde a servidores públicos federais.

De acordo com o relatório, divulgado nesta semana, 12.691 servidores de 121 órgãos cadastraram pais como dependentes, prática proibida pelas normas que regem o benefício.
A análise foi baseada em dados de 2023 e apontou que o cruzamento de informações indica indícios de recebimento indevido do auxílio per capita, especificamente por inclusão irregular de familiares que não se enquadram nos critérios legais.
Em dezembro de 2023, o valor total destinado ao pagamento do benefício foi de R$ 42,5 milhões, e, segundo a CGU, o volume de recursos motivou a realização da auditoria.
Problemas nos sistemas e nas orientações
O relatório também destacou fragilidade nos controles dos sistemas de assistência à saúde, baixa transparência, irregularidades nos cadastros de beneficiários, e falta de orientação adequada como fatores que contribuíram para as falhas.
A CGU observou que a divulgação insuficiente das regras pode ter levado muitos servidores a cometerem o erro sem má-fé, embora o impacto nos cofres públicos exija correções urgentes.
O monitoramento das recomendações feitas pela auditoria está previsto para começar em dezembro de 2025, e as ações corretivas deverão integrar o planejamento da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) para o ano de 2026.






