O Kremlin reagiu com cautela nesta quarta-feira, 12, à proposta de cessar-fogo de 30 dias na guerra, aceita pela Ucrânia e mediada pelos Estados Unidos.
O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou aguarda informações detalhadas de Washington antes de decidir se aceita o acordo.
A proposta foi negociada durante uma reunião entre representantes ucranianos e americanos em Jeddah, na Arábia Saudita.
Após o aceite de Kiev, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que o plano seria apresentado à Rússia.
Peskov confirmou que o Kremlin espera um contato de Rubio e do conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, para discutir os termos da proposta.
Putin mantém postura firme
Uma fonte do governo russo revelou à agência Reuters que o presidente Vladimir Putin dificilmente aceitará a proposta nos termos atuais, pois considera que a Rússia está em vantagem militar.

Outra autoridade russa descreveu o cessar-fogo como uma “armadilha”, argumentando que o Ocidente poderia utilizá-lo para reforçar o apoio à Ucrânia sem oferecer garantias concretas à Rússia.
O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, reforçou que Moscou não aceitará um acordo que envolva tropas da OTAN na Ucrânia.
Já Putin, que rejeitou tréguas temporárias no passado, insiste que a prioridade russa é uma “paz de longo prazo com garantias de segurança”.
EUA retomam ajuda militar à Ucrânia
Durante a reunião na Arábia Saudita, os Estados Unidos anunciaram que retomarão o compartilhamento de inteligência e a assistência militar à Ucrânia, o que foi elogiado pelo presidente Volodymyr Zelensky.
Zelensky também destacou que o cessar-fogo permitiria negociações sobre troca de prisioneiros e a devolução de crianças ucranianas levadas à força pela Rússia.
Além disso, Ucrânia e EUA concordaram em acelerar um acordo para exploração de recursos minerais ucranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que deseja um diálogo direto com Putin e pode convidar Zelensky para um encontro na Casa Branca.






